30 junho 2013

Desabafo

Tudo que uma médica BRASILEIRA, que trabalha no interior, quer falar pra "Presidente" hoje:

,Dilma, deixa eu te falar uma coisa, este ano completo 7 anos de formada
pela Universidade Federal Fluminense e desde então, por opção de vida,
trabalho no interior. Inclusive hoje, não moro mais num grande centro.
Já trabalhei em cada canto... Você não sabe o que eu já vi e vivi, não
só como médica, mas como cidadã brasileira. Já tive que comprar remédio
com meu dinheiro, porque a mãe da criança só tinha R$ 2,00 para comprar
o pão. Por que comprei? Porque não tinha vaga no hospital para internar
e eu já tinha usado todos os espaços possíveis (inclusive do corredor!)
para internar os mais graves. Você sabe o que é um puxadinho? Agora... Já viu
um dentro de enfermaria? Pois é, eu já vi. E muitos. Sabe o que é mãe e
filho dormirem na mesma maca porque simplesmente não havia espaço para
sequer uma cadeira? Já viu macas tão grudadas, mas tão grudadas, que na
hora da visita médica era necessário chamar um por um para o consultório
porque era impossível transitar na enfermaria? Já trabalhei num local em
que tive que autorizar que o familiar trouxesse comida. Por que? Não
tinha, ora bolas! e já trabalhei em outro que lotava na hora do lanche.
Lanche?! refresco ralo com biscoito de péssima qualidade) que era
distribuído aos que aguardavam na recepção. Já esperei 12 horas por um
simples hemograma. Já perdi o paciente antes de conseguir uma mera
ultrassonografia. Já vi luva descartável ser reciclada. Já deixei de
conseguir vaga em U.T.I. pra doente grave porque eu não tinha um exame
complementar que justificasse o pedido. Já fui ambuzando um prematuro de
1Kg (que óbvio, a mãe não tinha feito pré natal!) por 40 Km para vê-lo
morrer na porta do hospital sem poder fazer nada. A ambulância não tinha
nada... Tem mais, calma! Já tive que escolher direta ou indiretamente
quem deveria viver. E morrer... Já ouvi muito desaforo de paciente,
revoltando com tanto descaso e que na hora da raiva, desconta no médico,
como eu, como meus colegas, na enfermeira, na recepcionista, no
segurança, mas nunca em você. Já ouviu alguém dizer na tua cara: meu
filho vai morrer e a culpa é tua? Não, né? E a culpa nem era minha, mas
era tua, talvez. Ou do teu antecessor. Ou do antecessor dele... Já vi
gente morrer! Óbvio, médico sempre vê gente morrendo, mas de apendicite,
porque não tinha centro cirúrgico no lugar, nem ambulância pra
transferir, nem vaga em outro hospital? Agonizando, de insuficiência
respiratória, porque não tinha laringoscópio, não tinha tubo, não tinha
respirador? De sepse, porque não tinha antibiótico, não tinha
isolamento, não tinha U.T.I.? A gente é preparado pra ver gente morrer,
mas não nessas condições. Ah! Dilma, você não sabe mesmo o que eu já vi!
Mas deixa eu te falar uma coisa: trazer médico de Cuba, de Marte ou de
qualquer outro lugar, não vai resolver nada! E você sabe bem disso. Só
está tentando enrolar a gente com essa conversa fiada. É tanto descaso,
tanta carência, tanto despreparo... As pessoas adoecem pela fome, pela
sede, pela falta de saneamento e educação e quando procuram os
hospitais, despejam em nós todas as suas frustrações, medos,
incertezas... Mas às vezes eu não tenho luva e fio pra fazer uma sutura,
o que dirá uma resposta para todo o seu sofrimento! O problema do
interior não é falta de médico. É falta de estrutura, de interesse, de
vergonha na cara. Na tua cara e dessa corja que te acompanha! Não é só
salário que a gente reivindica. Eu não quero ganhar muito num lugar que
tenha que fingir que faço medicina. E acho que a maioria dos médicos
brasileiros também não. Quer um conselho? Pare de falar besteira em rede
nacional e admita: já deu pra vocês! Eu sei que na hora do desespero, a
gente apela, mas vamos combinar, você abusou! Se você não sabe ser
"presidenta", desculpe-me, mas eu sei ser médica, mas por conta da
incompetência de vocês, não estou conseguindo exercer minha função com
louvor! Não sei se isso vai chegar até você, mas já valeu pelo desabafo!


Fernanda Melo
Médica, moradora e trabalhadora de Cabo Frio, cidade da baixada litorânea do estado do Rio de Janeiro.
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27 junho 2013

Adoecendo...

Eu tomo um remédio para controlar a pressão.
Cada dia que vou comprar o dito cujo, o preço aumenta.
Controlar a pressão é mole. Quero ver é controlar o preção.
Tô sofrendo de preção alto.
O médico mandou cortar o sal.
Comecei cortando o médico, já que a consulta era salgada demais.
Para piorar, acho que tô ficando meio esquizofrênico. Sério!
Não sei mais o que é real.
Principalmente, quando abro a carteira ou pego extrato no banco.
Não tem mais um Real.
Sem falar na minha esclerose precoce. Comecei a esquecer as coisas:
Sabe aquele carro? Esquece!
Aquela viagem? Esquece!
Tudo o que a presidente prometeu? Esquece!
Podem dizer que sou hipocondríaco, mas acho que tô igual ao meu time:
- nas últimas.
Bem, e o que dizer do carioca? Já nem liga mais pra bala perdida...
Entra por um ouvido e sai pelo outro.
Faz diferença...
"A diferença entre o Brasil e a República Checa é que a República
Checa tem o governo em Praga e o Brasil tem essa praga no governo."
"Não tem nada pior do que ser hipocondríaco num país que não tem remédio" ....
Luiz Fernando Veríssimo
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26 junho 2013

Aprendendo...

Uma mulher acordou uma manhã após a quimioterapia, olhou no espelho e percebeu que tinha somente três fios de cabelo na cabeça.
- Bom (ela disse), acho que vou trançar meus cabelos hoje.
Assim ela fez e teve um dia maravilhoso.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e viu que tinha somente dois fios de cabelo na cabeça...
- Hummm (ela disse), acho que vou repartir meu cabelo no meio hoje.
Assim ela fez e teve um dia magnífico.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que tinha apenas um fio de cabelo na cabeça.
- Bem (ela disse), hoje vou amarrar meu cabelo como um rabo de cavalo.
Assim ela fez e teve um dia divertido.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que não havia um único fio de cabelo na cabeça.
- Yeeesss!!!... (ela exclamou), hoje não tenho que pentear meu cabelo.

ATITUDE É TUDO!

Dê mais atenção e seja mais agradável com as pessoas, pois
cada uma delas pode estar atravessando alguma dificuldade .

Viva com simplicidade.

Ame generosamente.

Cuide-se intensamente.

Fale com gentileza.

E, principalmente, não reclame!!!

Preocupe-se em agradecer pelo que você é, e por tudo o que tem!

E deixe o restante com Deus.
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23 junho 2013

Você e Deus

Esta é uma bela história e é também uma história real. Sou mãe de
três crianças (14, 12 e 3 anos) e recentemente terminei a minha
faculdade. A última aula que assisti foi de sociologia.... O professor
dava as aulas de uma maneira inspiradora, de uma maneira que eu gostaria
que todos os seres humanos também pudessem ser. O último projeto do
curso era simplesmente chamado "Sorrir"... A classe foi orientada a sair
e sorrir para três estranhos e documentar suas reações... Sou uma pessoa
bastante amigável e normalmente sorrio para todos e digo oi de qualquer
forma. Então, achei que isto seria muito tranquilo para mim... Após o
trabalho ser passado para nós, fui com meu marido e o mais novo de meus
filhos numa manhã fria de Março ao McDonald's. Foi apenas uma maneira de
passarmos um tempo agradável com o nosso filho... Estávamos esperando na
fila para sermos atendidos, quando de repente todos a nosso redor
começaram a ir para trás, e então o meu marido também fez o mesmo... Não
me movi um centímetro... Um sentimento arrebatador de pânico tomou conta
de mim, e me virei para ver a razão pela qual todos se afastaram...
Quando me virei, senti um cheiro muito forte de uma pessoa que não toma
banho há muitos dias, e lá estavam na fila dois pobres sem-teto. Quando
eu olhei o pobre coitado, próximo a mim, ele estava "sorrindo".... Seus
olhos azuis estavam cheios da Luz de Deus, pois ele estava buscando
apenas aceitação... Ele disse, Bom dia!, enquanto contava as poucas
moedas que ele tinha amealhado... O segundo homem tremia suas mãos, e
ficou atrás de seu amigo... Eu percebi que o segundo homem tinha
problemas mentais e o senhor de olhos azuis era sua salvação.. Eu
segurei minhas lágrimas, enquanto estava lá, parada, olhando para os
dois... A jovem mulher no balcão perguntou o que eles queriam... Ele
disse, "Café já está bom, por favor...", pois era tudo o que eles podiam
comprar com as poucas moedas que possuiam... (Se eles quisessem apenas
se sentar no restaurante para se esquentar naquela fria manhã de março,
deveriam comprar algo. Ele apenas queria se esquentar)... Então eu realmente
sucumbi àquele momento, quase abraçando o pequeno senhor de olhos
azuis... Foi aí que notei que todos os olhos no restaurante estavam
sobre mim, julgando cada pequena ação minha... Eu sorri e pedi à moça no
balcão que me desse mais duas refeições de café da manhã em uma bandeja
separada... Então, olhei em volta e vi a mesa em que os dois homens se
sentaram para descansar... Coloquei a bandeja na mesa e coloquei minha
mão sobre a mão do senhor de olhos azuis... Ele olhou para mim, com
lágrimas nos olhos e me disse, "Obrigado"! Eu me inclinei, acariciei sua
mão e disse "Não fui eu quem fiz isto por você, Deus está aqui
trabalhando através de mim para dar a você esperança!!" Comecei a chorar
enquanto me afastava deles para sentar com meu marido e meu filho...
Quando eu me sentei, meu marido sorriu para mim e me disse, "Esta é a
razão pela qual Deus me deu você, querida, para que eu pudesse ter
esperança"!... Seguramos nossas mãos por um momento, e sabíamos que
pudemos dar aos outros hoje algo pois Deus nos tem dado muito..... Nós
não vamos à Igreja, porém acreditamos em Deus... Aquele dia me foi
mostrada a Luz do Doce Amor de Deus... Retornei à aula na faculdade, na
última noite de aula, com esta história em minhas mãos. Eu entreguei
"meu projeto" ao professor e ele o leu... E então, ele me perguntou:
"Posso dividir isto com a classe?" Eu consenti enquanto ele chamava a
atenção da classe para o assunto... Ele começou a ler o projeto para a
classe e aí percebi que como seres humanos e como partes de Deus nós
dividimos esta necessidade de curarmos pessoas e de sermos curados... Do
meu jeito, eu consegui tocar algumas pessoas no McDonald's, meu filho e
o professor, e cada alma que dividia a classe comigo na última noite que
passei como estudante universitária... Eu me graduei com uma das maiores
lições que certamente aprenderei: ACEITAÇÃO INCONDICIONAL. Que muito
amor e muita compaixão seja enviada a todos que lerem esta mensagem e
aprendam a: AMAR AS PESSOAS E USAR AS COISAS E NÃO AMAR AS COISAS E USAR
AS PESSOAS...
Aprendam ainda que igreja não faz de ninguém uma pessoa melhor, apenas
uma pessoa mais cheia de culpas colocadas pelos falsos líderes que
inventaram um evangelho particular de acusações e proibições que o
próprio Jesus desconhece.
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