28 abril 2012

Epitáfios Personalizados

A morte é um assunto do qual, normalmente, todos fogem. Afinal, não é
agradável falar de algo que é inevitável, que sabemos que vai acontecer,
mas sobre o que não temos o menor controle. A entropia nos diz que, a
partir do momento em que nascemos, começamos a morrer. Ou,
simplificando: Tudo que tem um início, tem um fim. E é assim com a vida
humana. Dela, alguns tiram mais proveito, outros, menos. Alguns têm uma
jornada maior, outros, menor. No final, todos terminamos do mesmo jeito,
mortos.
Mas como o brasileiro faz graça de tudo, não poderia deixar de lado a
própria morte. E já antevendo o que acontecerá, escolhe epitáfios para
algumas profissões, crenças ou comportamentos. Embora a morte não seja
engraçadas, nunca, as piadas que fazemos com ela podem ser. E este, no
meu entender, é o caso da lista abaixo. Ah, pensarão, mais uma lista no
blog! Sim, é verdade.
Confira!

O que escrever na sua lápide se você é:

* Açougueiro: A carne foi fraca, mas enquanto durou, a coisa foi gostosa...

* Advogado: Disseram que morri!!!. Mas vou recorrer!!!

* Agiota: A culpa de eu estar aqui é que emprestei dinheiro demais e recebi de menos.

* Agrônomo: Favor regar o solo com Neguvon. Evita vermes.

* Alcoólatra: Enfim, sóbrio.

* Alfaiate:E Enfim, o tão falado paletó de madeira!

* Arqueólogo: Enfim, fóssil.

* Assistente social: Alguém aí me ajude!

* Ator: O último ato, senhores!

* Brother: Fui

* Cabeleireira: Sempre afirmei que os cabelos serão os últimos que a terra há de comer.

* Cartunista: Partiu sem deixar traços.

* Comerciante: Vendi frios a vida inteira e agora congelei-me para sempre.

* Confeiteiro: Acabou-se o que era doce!

* Coveiro: Alguém vai se servir de minha pá e enxada...

* Delegado: Tá olhando o quê? Circulando, circulando!

* Ecologista: Entrei em extinção.

* Enólogo: Cadáver envelhecido em caixão de carvalho, aroma Formol e
"after tasting" que denota presença de Microorganismos diversos.

* Escritor: Nada deixei a não ser um acumulado de letras.

* Espírita: Volto já

* Funcionário público: É no túmulo ao lado.

* Garanhão: Rígido, como sempre.

* Gay: Virei purpurina.

* Herói: Corri para o lado errado.

* Hipocondríaco: Eu não disse que estava doente?!?!

* Humorista: Isto não tem a menor graça.

* Internauta: www.aquijaz.com.br

* Jangadeiro diabético: Foi doce morrer no mar.

* Judeu: O que vocês estão fazendo aqui? Quem está tomando conta do lojinha?

* Pessimista: Aposto que está fazendo o maior frio no inferno.

* Psicanalista: A eternidade não passa de um complexo de superioridade mal resolvido.

* Sanitarista: Sujou!!!

* Sapateiro: Bati as botas!

* Sex symbol: Agora, só a terra vai comer.

* Viciado: Enfim, pó!

E então, o que achou? Dê sua nota, faça um comentário, contribua com
outras profissões, crenças ou comportamentos enriquecendo a lista.
Particularmente, não sei nada disso e fico pensando qual querá a lápide
apropriada para um dentista. Alguma sugestão? Sinceramente, não pensei
em nenhuma. Da listagem gostei mesmo da do advogado, achando-a
ótima. E você, qual prefere?
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27 outubro 2011

Apologia da liberdade - I

Há muitos anos atrás conheci o remédio para a farsa da religiosidade que eu
seguia; Jesus. A liberdade de não carregar mais fardos, normas, regras, etc.
Encheu-me de alegria e esperança. A vida por trás das cortinas de ferro da
religião realmente era maravilhosa. De repente eu me descobri um passarinho
pelos campos. E vi que, como a mim, Jesus soltava milhares de passarinhos das
gaiolas todos os dias.
No entanto, a alegria de conhecer a liberdade dada por Jesus era, e continua
sendo, imediatamente saqueada por um bando de mensageiros do inferno que,
literalmente, chegam aos ouvidos do passarinho e dizem:
- Essa liberdade é só uma degustação. Em poucos dias você vai ter ojeriza de
tudo em sua volta.
E é com uma cartilha perversa, didaticamente preparada para as escolas
dominicais e esplanada com uma paixão exasperada nos púlpitos, e ainda,
substancialmente sistematizada nos milhares de livros publicados, que eles
fazem com que o passarinho volte para a gaiola.
Todas as amizades de antes são trocadas por "gente limpa", "gente lavada",
que não se mistura. Surgem "novos irmãos" que olham sua geladeira,
verificam a procedência dos seus cd´s, dos seus livros. E outra infinidade de
bizarrices que não vale dizer.
O conhecimento do evangelho que poderia ser uma escola de amor, de
humanidade, de generosidade, de compaixão. Transformou-se num reduto de
chantagistas, de vigaristas, de machistas, de normas, de regras, de doenças
psicológicas, de enriquecimento ilícito... Isso tem de ser denunciado.
Aquilo que Jesus não quis, isto é, poder, instituição, burocratas,
barganhas, etc. É o alimento desses desfiguradores do evangelho.
E, em determinado momento, me fizeram crer que o catolicismo era uma praga,
o anticristo, a prostituta... Hoje vejo que esses termos são universais e
devem ser empregados para todos aqueles que aprisionam ou matam os
passarinhos, e os deixam a olhar confusos e tristes para Jesus.
Soli Deo Gloria

Olavo Saldanha
http://olavosaldanha.wordpress.com/
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http://caminhodagraca-natal.blogspot.com

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Apologia da liberdade - II

Foram dezenas de emails que recebi, uns identificaram-se com os passarinhos, outros sem
identidade, outros coléricos, outros, ainda, procurando algo, como quem está
prestes a escapar.
A verdade é que não deixamos de ser passarinho, e Jesus é o andarilho que
abre as gaiolas que encontra pelos lugares (Caminho). O poeta #Mario Quintana
se torna um profeta quando diz:
Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!
#Mario Quintana (Poeminha do Contra)
Por ser um pássaro livre eu não posso atribuir qualquer culpa a quem quer
que seja ou de condenar algum comportamento "cristão". No entanto, vendo
como vivem os "cristãos" e de como se tornam coniventes com as afrontas ao
evangelho, eu denuncio, aí as carapuças vão caindo uma a uma, e servem tão
direitinho que confundem suas identidades. Duas frases chamaram minha
atenção;
- Tenho orgulho de ser pentecostal.
- Sou um conhecedor da palavra, terminei dois seminários e dirijo uma
congregação. Não me venha com abobrinhas.
Esse "orgulho de ser pentecostal" cega qualquer ser, aliás, qualquer
orgulho, principalmente quando envolve fé. Os queridos pentecostais esquecem
que a sobrenaturalidade está presente em qualquer movimento, espírita,
candomblé, catolicismo, santo #daime, a doutrina da floresta, evangélicos,
etc. Tudo no mesmo saco. Isso não deve ser o diferencial.
Para Jesus não é e jamais será. As manifestações são idênticas em todas as
religiões. 1 #Corintios 13 ou Mateus 7: 21,22 lhe diz algo?
Jesus não se interessa pelos sacrifícios físicos, intelectuais e
contemplativos que procuramos demonstrar disciplinadamente para obtermos
dele um favor ou para nos tornarmos seguidores merecedores do reino. Deus nem
precisa de demonstrações de poder para fazer seu nome conhecido, nem da
lábia teológica dos sábios, nem de derramamento de curas milagrosas para
convencer o homem de que ele existe. Ele já fez isso, e nem assim o homem
conseguiu amá-lo.
Deus não conhece a linguagem das religiões, nem ao menos a considera.
A linguagem que toca o coração de Jesus não é #ritualística, submissa,
sofredora, ou cheia de determinismos de poder.
Jesus disse: Amai a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti
mesmo.
Paulo falou: Ainda que desse meu corpo para ser queimado e não tivesse amor,
não valeria nada.
Os religiosos que hoje controlam os templos e suas denominações usam sua
inteligência apenas em favor dos seus interesses institucionais e não das
pessoas. O que vale é número de membros e dinheiro. Quanto mais
bonito o templo e quanto mais congregações, mais abençoado. Isso ficou tão
marcado na cabeça dos evangélicos que, se houver uma reunião com alguns
poucos membros, é sinal de que alguém na igreja está pecando e amaldiçoando
o trabalho.
E eu nem ia falar sobre isso, mas serve como uma réplica aos engaiolados.
Como ouvi numa reunião:
- Sabe qual é a única diferença entre os que conhecem Jesus e os que não
conhecem?... Nenhuma, apenas uns sabem que Jesus os ama e os outros não.
Acabei de escutar uma música de Bob Marley que diz assim: "Se Deus
criou as pessoas para amar, e as coisas para cuidar. Por que amamos as
coisas e usamos as pessoas!"
Soli Deo Gloria

Olavo Saldanha
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Apologia da liberdade - III

A igreja evangélica se tornou grande demais para os pobres e pecadores
homens. Na verdade acho que a religião toda se tornou grande demais, pesada
demais e religiosa demais para servir de travesseiro para um ser tão carente
como o homem.
Os padrões comportamentais diante do sagrado se estabeleceram, não porque
era uma imitação do caminhar de Jesus sobre a terra, mas porque
permitiam e permitem o controle dos fieis por uma classe manipuladora, que dita regras,
que nem eles mesmos cumprem.
As atitudes e ações do homem em relação à sua religiosidade se tornaram
atos mais de #desencargo de consciência do que de louvor ao criador. É mais
interessante dormir tranqüilo porque agiu conforme os padrões normativos da
instituição e da "moral" dos membros do clube, e por isso os "irmãos" não
vão condená-lo, do que viver uma espiritualidade que o torne mais humano,
mais parecido com Jesus.
A ironia da religião é que, enquanto Jesus se faz homem e passa a viver
entre nós como homem, e sente nossas angustias e chora com o poder do mal
que nos assolou em Adão, o homem quer se distanciar dele mesmo e viver como
se fosse um deus, ignorando sua realidade.
A religião devia criar homens mais humanos para viver entre eles até a
volta do Senhor e não criar seres especiais e intocáveis, feiticeiros da fé.
Estou completamente convencido de que o cristianismo não é a religião de
Jesus e se Ele quis que sua mensagem fosse levada a todo o mundo até que ele
venha, era para ela ser revelada através do amor ao próximo e não em
palavras teologicamente ensinadas, em frases de efeito, em formas de se
vestir, em comportamentos estranhos, em línguas estranhas, em profecias
bizarras, em decretamento de poder, em barganhas de dízimos e ofertas, em
ritos, em jejuns e espetáculos e eventos de poder e milagres.
E só é possível encher-se do amor verdadeiro de Jesus e distribuí-lo ao
mundo se o discípulo tiver LIBERDADE de agir, de ser quem é, um pobre
pecador carente da salvação que foi dada por Jesus de GRAÇA por um ato
INCONDICIONAL de amor.
Liberdade para ser um humano sem máscaras, sem medo de ser feliz, para que
o mundo conheça quem são os verdadeiros discípulos de Jesus, seres que são
humanos e resolvidos o suficiente para poder receber nos templos as
prostitutas, os mendigos, os gays, os negros, os pobres, deixando-os
caminhar sem serem metralhados com as ameaças poderosas e comuns da retórica
evangélica, como se fosse possível obrigar alguém a crer no evangelho, que
não seja por amor.
Só pra encerrar, em vinte anos de igreja institucional eu nunca vi alguém,
dos que citei, ser recebido no templo com a mesma euforia e pompa que se
recebe um rico, um possível #dizimista, ou alguém arrumado e cheiroso.
Soli Deo Gloria

Olavo Saldanha
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