04 junho 2011

A semente do cacique

O desejo de igualdade jamais surgirá de um coração burguês, se surgir, é
porque já não é. A mente burguesa que luta pela igualdade nasceu no lugar
errado.
A história humana se resume basicamente em dois grupos, os que mandam e os
que obedecem. No meio desses dois ficam uma minoria, os "rebeldes", que
"desobedecem". A verdade é que estar por cima é um desejo muito forte a ser
vencido por nós, é quase impossível não sucumbir a essa tentação. Em
qualquer grupo social sempre surgirá um "cacique," seja por sua própria
força, seja por força do povo. Sempre haverá um personagem principal, não há
como fugir. Aquele que se destacar seja por qual motivo for, esse será
"o cara." E aí já viu, se isso acontecer com quem gosta de dominar então, ta
com a faca e o queijo na mão.
Na política, na escola, no trabalho, na família, em fim, o mundo é uma
hierarquia. Quando Jesus disse que entre os SEUS não seria assim, é
verdade. Só que existe uma diferença entre o que é pra ser e o que é, e o
que é está longe do que é pra ser. As vezes fico a imaginar como seria se
isso fosse verdade entre os SEUS, de fato, o mundo creria como Ele mesmo
disse. O amor vence toda hierarquia.
De maneira que a "semente do cacique" nasce junto com uma organização
comunitária, seja ela qual for, Isso tornou-se natural nesse mundo caído.
A frase de Jesus: "não será assim entre vós" é de certa forma uma
resistência contra a "semente do cacique," primeiro em mim, fazendo de mim
mesmo "o cara," depois no próximo, dando-lhe o poder sobre mim. É certo que
alguns não conseguem viver sem um "cacique," pois só assim eles conseguem
viver, gostam de alguém montado em suas costas. A "semente do cacique" causa
dependência.
Vi, um dia desses, o Caio Fábio falando aos irmãos que se reúnem em Brasília que
quando sabem que ele não vai pregar pouca gente vai (você já viu isso por
aí?), o que é isso, senão a "semente do cacique" brotando. A "semente do
cacique" causa dependência sim! Conversando sobre o assunto com um
caminhante, pensamos - talvez ele deveria chegar num domingo desses e não
pregar, ir, mas não pregar, constranger a todos e dizer, hoje não vou
pregar. Quem vai pregar é outro ou ninguém. Isso falo apenas em relação a
reunião. Não sei se algum dia fará, aí é com ele.
Só vejo uma saída: só quem pode destruir essa semente é o candidato a
"cacique." Só depende dele, humanamente falando. Tem que ter coragem, tem
que ser como Jesus, resistir ao poder dado pelo diabo, o poder do domínio de
homem sobre homem.
Pelo que vemos, vamos ter que conviver com essa realidade até se manifestar
Aquele que destruirá toda presunção humana, mas enquanto isso, continua
sendo regada dia após dia a semente perversa do "cacique."
Você é candidato a "cacique?" Faz de alguém na terra seu "cacique?"
Se você conhece alguém que recebeu dons de Deus, verifique, se ele faz
a si próprio o menor e está a serviço dos demais, se está baseado no amor,
se segue a linha de Jesus que mesmo sendo agiu como se não fosse, se assim
for, afirmo: o tal ainda não foi contaminado com a "semente do cacique."
Eu conheço pouquíssimos!
Mas Jesus, chamando-os a Si, disse-lhes: "Sabeis que os que julgam ser
príncipes dos gentios, deles se assenhoreiam, e os seus grandes usam de
autoridade sobre elas; MAS ENTRE VÓS NÃO SERÁ ASSIM; antes, qualquer que
entre vós quiser ser grande, será vosso serviçal; E qualquer que
dentre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos. Vós, porém, não
queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o
Cristo, e todos vós sois irmãos. E a ninguém na terra chameis vosso pai,
porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres,
porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo. O maior dentre vós será vosso
servo. E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se
humilhar será exaltado."
(www.jrsites.com.br)
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O caseiro e a camareira

Nascido no Piauí, Francenildo Costa era caseiro em Brasília. Em 2006, depois de confirmar que Antonio Palocci frequentava regularmente a mansão que fingia nem conhecer,
teve o sigilo bancário estuprado a mando do ministro da Fazenda.
Nascida na Guiné, Nafissatou Diallo mudou-se para Nova York em 1998 e é camareira do Sofitel há três anos. Domingo passado, enquanto arrumava o apartamento em que
se hospedava Dominique Strauss-Kahn, foi estuprada pelo diretor do FMI e candidato à presidência da França.
Consumado o crime em Brasília, a direção da Caixa Econômica Federal absolveu liminarmente o culpado e acusou a vítima de ter-se beneficiado de um estranho depósito

no valor de R$ 30 mil. Francenildo explicou que o dinheiro fora enviado pelo pai. Por duvidar da palavra do caseiro, a Polícia Federal resolveu interrogá-lo até

admitir, horas mais tarde, que o que disse desde sempre era verdade.
Consumado o crime em Nova York, a direção do hotel chamou a polícia, que ouviu o relato de Nafissatou. Confiantes na palavra da camareira, os agentes da lei descobriram

o paradeiro do hóspede suspeito e conseguiram prendê-lo dois minutos antes da decolagem do avião que o levaria para Paris.
Até depor na CPI dos Bingos, Francenildo, hoje com 28 anos, não sabia quem era o homem que vira várias vezes chegando de carro à "República de Ribeirão Preto".
Informado
de que se tratava do ministro da Fazenda, esperou sem medo a hora de confirmar na Justiça o que dissera no Congresso. Nunca foi chamado para detalhar o que testemunhou.

Na sessão do Supremo Tribunal Federal que julgou o caso ele se ofereceu para falar. Os juízes se dispensaram de ouvi-lo. Decidiram que Palocci não mentiu e engavetaram

a história.
Depois da captura de Strauss, a camareira foi levada à polícia para fazer o reconhecimento formal do agressor. Só então descobriu que o estuprador é uma celebridade

internacional. A irmã que a acompanhava assustou-se. Nafissatou, muçulmana de 32 anos, disse que acreditava na Justiça americana. Embora jurasse que tudo não passara

de sexo consensual, o acusado foi recolhido a uma cela.
Nesta quinta-feira, Francenildo completou cinco anos sem emprego fixo. Palocci completou cinco dias de silêncio: perdeu a voz no domingo, quando o país soube do

milagre da multiplicação do patrimônio, 20 milhões em um ano. Pela terceira vez em oito anos, está de volta ao noticiário político-policial.
Enquanto se recupera do trauma, a camareira foi confortada por um comunicado da direção do hotel: "Estamos completamente satisfeitos com seu trabalho e seu comportamento",

diz um trecho. Nesta sexta-feira, depois de cinco noites num catre, Strauss pagou a fiança de 1 milhão de dólares para responder ao processo em prisão domiciliar.

Até o julgamento, terá de usar uma tornozeleira eletrônica.
Livre de complicações judiciais, Palocci elegeu-se deputado, caiu nas graças de Dilma Rousseff e há quatro meses, na chefia da Casa Civil, faz e desfaz como primeiro-ministro.

Atropelado pela descoberta de que andou ganhando pilhas de dinheiro como traficante de influência, tenta manter o emprego. Talvez consiga: desde 2003, não existe

pecado do lado de baixo do equador.
O Brasil dos delinquentes cinco estrelas é um convite à reincidência.
Enlaçado pelo braço da Justiça, Strauss renunciou à direção do FMI, sepultou o projeto presidencial e é forte candidato a uma longa temporada na gaiola. Descobriu

tardiamente que, nos Estados Unidos, todos são iguais perante a lei.
Não há diferenças entre o hóspede do apartamento de 3 mil dólares por dia e a imigrante africana incumbida de arrumá-lo.
Altos Companheiros do PT, esse viveiro de gigolôs da miséria, recitam de meia em meia hora que o Grande Satã ianque é o retrato do triunfo dos poderosos sobre os

oprimidos. Lugar de pobre que sonha com o paraíso é o Brasil que Lula inventou.
Colocados lado a lado, o caseiro do Piauí e a camareira da Guiné gritam o contrário.
Se tentasse fazer lá o que faz aqui, Palocci teria estacionado no primeiro item do prontuário. Se escolhesse o País do Carnaval para fazer o que fez nos Estados

Unidos, Strauss só se arriscaria a ser convidado para comandar o Banco Central.
O azar de Francenildo foi não ter tentado a vida em Nova York. A sorte de Nassifatou foi ter escapado de um Brasil que absolve o criminoso reincidente e castiga
quem comete o pecado da honestidade.
Augusto Nunes
(Enviado por Nicilda Holanda)

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Hoje é aniversário da Inis

Inis, hoje é seu aniversário. É um sábado, mas poderia ser qualquer
outro dia, é apenas mais um dia. Na verdade eu não consigo ver um dia
diferente do outro, mesmo sendo o seu aniversário. Acho que essas coisas
só acontecem por uma formalidade, mas como eu poderia fazer distinção
entre um e outro dia se a cada dia tenho o privilégio de acordar e te
ver ao meu lado?
Mas a tradição manda que no aniversário se dê os parabéns a
quem comemora, então aqui vai:
Parabéns para mim, por ter uma esposa tão maravilhosa!
Parabénspara mim, por receber todo o amor que você me dá!
Parabénspara mim, por ser, depois de Deus, a razão da sua vida!
Parabénspara mim, por poder desfrutar da sua companhia todos os dias!
Parabéns para mim, porque encontrei em você o meu tesouro na terra!
Parabénspara mim, porque Deus tem sido exageradamente amoroso comigo ao
colocá-la na minha vida!
Parabéns para mim, porque aprendi com você o que é amar!
Ah! Desculpa, o aniversário é seu...
Deixa prá lá! Você é a minha festa todos os dias e, na verdade, o
que eu quero te desejar, ainda não inventaram as palavras para
se dizer... Então, vamos com as que existem:
Inis, você tem sido a minha oração e tudo o que peço a Deus é que te
recompense em saúde, graça, alegria, prosperidade, paz e amor por tudo o que
você tem sido para mim.
Todo o meu amor, sincero, simples e eterno.
Muitos beijos e o meu respeito.


Paulo
04/06/2011

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10 maio 2011

Existe remédio para a culpa?

Uma das frases mais fortes do filme Carandiru é a que da título a esse
texto. "Se tivesse, todo mundo iria querer!"foi a resposta. De fato,
após dois mil anos de Cristianismo, o mundo ocidental continua a ser a
banda mais "culpada" do mundo. Alguns até constatam isso, mas colocam a
culpa disso no "diabo." A questão é que parece que o "diabo" dos
cristãos faz mais mal a alma que qualquer outro "diabo" da terra. O
Diabo agradece o "serviço" prestado tão eficientemente a ele, quando ele
já havia sido "desbancado" na Cruz. Os cristãos re-inventaram o "diabo,"
fizeram-no quase do tamanho de Deus, colocaram sobre ele a
responsabilidade de tudo, atribuíram o mais ao "pecado", e não souberam
como explicar a "vitória" de Jesus no Calvário. Afinal, tal "vitória"
não se deixa perceber na "igreja", que existe para contar uma
"historinha" que não se parece com nenhuma vitória. Foi o berço
judaico-cristão ocidental que tornou esse lado do planeta o mais
adoecido da terra. Dessa origem emergiram as ciências da alma, como a
psicanálise, a psicologia e todos os remédios químicos para a
"pacificação" da alma. Foi também desse lado do mundo que a "morte de
Deus" já foi decretada várias vezes, tanto pela filosofia, como pela
ciência e pela ideologia política, praticamente todos os decretos
promulgados por judeus ou cristãos "traumatizados." Obviamente, que aos
ouvidos da "igreja" isso sempre é interpretado como "culpa" dos
outros dos "pensadores autônomos e alienados de Deus. Há mais ou menos
uns 25 anos eu me dei conta desse processo e resolvi ler as biografias e
as obras daqueles que fizeram os "decretos" em áreas diferentes do
saber. Minha conclusão foi de "absolvição a eles. Aquele "Deus" que
eles declaravam morto, tinha que ser declarado não como um "falecido,"
mas apenas um "inexistente." Não estavam falando de Deus, não tiveram a
chance de conhecê-Lo, mas tão somente da "só-letragem" do nome divino,
que em nada correspondia a Deus, conforme revelado em Cristo. Para os
que não eram cristãos como no caso dos judeus que fizeram tais
"decretos," seu grito de libertação de "Deus" era igualmente
verdadeiro. Afinal, acerca do "Deus" dos judeus, Jesus já havia dito
(João 8-9), que "Ele" não tinha nada a ver com o Deus de Abraão. —"Vós
sois filhos do diabo, que é o vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os
desejos" foi o que disse Jesus acerca daquela "religião" e de seu
patético e adoecido "Deus." O que esses filósofos, psicólogos e
ideólogos fizeram foi apenas dizer a mesma coisa que Jesus disse, só que
como negação—eles não tinham a revelação como proposta, e o "Jesus"
acerca do qual ouviram posteriormente, também não podia ser "enxergado"
pelo simples fato que o cristianismo havia cometido a falsificação de
assumir a "Sua" representação entre os homens. A conclusão era simples:
se os "representantes" eram como eram, e se "Deus" se parecia com
"eles", então, tal "Deus" havia morrido de inadequação aos tempos,
falecera em algum lugar no passado; e concluíam que essa era a razão da
"igreja" insistir em mantê-lo "vivo", como a um "El Cid morto sobre o
cavalo branco", apenas para intimidar os inimigos de cabeça fraca. O
fato é simples: é inegável que os povos mais primitivos de hoje ainda
são mais sadios de alma que os povos "cristãos". E, entre nós, quando as
barbaridades acontecem, a culpa sempre é colocado sobre o pecado e sobre
o inevitável curso apocalíptico da história. Assim, nosso álibi é sempre
a "culpa" humana. Enquanto isso, a Solução da Cruz—a Graça—continua
sendo adiada para o céu, onde menos se precisará de Graça, pois, lá a
Graça terá sido transformada em bem do ser para toda a eternidade! A
questão é que somos nós que desde 332 desta era nos tornamos os
"senhores" dos homens. E tanto faz se estamos falando do catolicismos
romano e europeu, ou o protestantismo anglo-saxão, o resultado é um só:
onde chegamos como imperadores da "cruz" e da "igreja", não só
destruímos culturas e matamos os povos antigos, como também instituímos
valores do medo, que acabaram por nos fazer ter o "ocidente" que temos,
e o resto do planeta que hoje vemos existir: igualmente esfacelado por
nosso "valores", sempre resultado das produções do medo e da culpa. As
tribos humanas ainda não completamente atingidas pelo vírus dessa "gripe
religiosa" vivem melhor do que nós, e são menos adoecidas de alma do que
os "missionários" que os visitam a fim de os "salvarem". "Nós" é que
transformamos tudo em pecado, e fornecemos todos os materiais que o
diabo gosta a fim de impedir a vitória que já foi conquistada na Cruz.
Uma "igreja" que fala só em pecado e demônio será sempre a maior vitima
de seu próprio discurso. Ficará neurótica e seu mundo será sempre "mal".
Eu poderia escrever um longo livro sobre isto, e mostrar os
desdobramentos disso na sociedade contemporânea—indo do trafico de
drogas aos hospícios e clinicas de doentes mentais que abundam entre
nós! Isso sem falar em política! Não é à toa que no Brasil os
evangélicos fornecem o maior contingente de loucos sendo tratados em
clínicas de atormentados na mente. Enquanto uma nova geração não se
levantar crendo no Evangelho da Graça de Deus—e tal fé não apenas
pacificaria os nossos corações, como também desconjuntaria toda a
franquia de "representação" de Deus na Terra—, nada de bom será
realizado, e a pergunta do filme Carandiru continuará com a mesma
resposta. —Se houvesse remédio para a culpa, todo mundo iria querer! Há
o remédio. O problema é que inocularam o veneno do pecado na alma dos
pacientes, e não o antídoto da Graça de Deus em Cristo Jesus.

Caio Fábio

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