29 maio 2009

Arqueologia Bíblica I

Cientistas localizam tumba de Cleópatra
Cleópatra, a poderosa rainha do Egito, que reinou há mais de dois mil
anos, se matou enroscando-se numa serpente ou foi assassinada? Ela era
mesmo muito bonita ou tudo não passou de um mito e era bem feiosinha?
Tinha ascendência africana ou era descendente do povo persa.
São tantas perguntas. As respostas serão, enfim, descobertas, porque o
mais importante arqueólogo do Egito acredita que localizou o túmulo de
Cleópatra.
De uma hora pra outra, os olhos do mundo se voltaram para o Templo de
Abusir, no alto de uma colina, no Deserto do Saara. Cientistas acreditam
que está enterrado lá o tesouro mais procurado pela arqueologia mundial:
a tumba de Cleópatra e do general romano Marco Antônio.
Em um mundo machista, Cleópatra reinou como nenhum homem. Historiadores
falam de sua beleza, inteligência e capacidade ímpar de seduzir. Mas a
imagem que o mundo moderno tem da eterna rainha do Egito é a criada pelo
cinema, com o rosto de Elizabeth Taylor.
Cleópatra foi a mulher de dois dos homens mais importantes da sua era.
Apaixonado, Júlio César providenciou para que ela assumisse o trono do
Egito sozinha. Ela se tornava a mulher mais poderosa do planeta.
Com o assassinato de Júlio César em pleno Senado romano, dirigiu seu
charme para o general Marco Antônio. Ele convenceu a esposa a montar um
dos maiores exércitos do mundo antigo para vencer o Império Romano, mas
a guerra foi perdida no mar.
Ao pensar que Cleópatra havia morrido, Marco Antônio cometeu suicídio
com a própria espada. Ela, ao ver o marido morto, usou uma serpente para
se matar também. Antes pediu para ser enterrada num local secreto. Há
quinze anos, a arqueóloga dominicana Kathlen Martinez se dedica a
descobrir esse lugar. De escavação em escavação, ela chegou à Colina de
Taposíris.
A arqueologia sempre dependeu de paciência, de determinação, de pesquisa
e, sobretudo, de muita sorte - aliás, considerada uma das principais
"ferramentas" dos arqueólogos. Mas isso quando não existiam satélites e
radares, tecnologia que foi esbanjada nas escavações em um templo e que
permitiu a descoberta de tumbas.
Já se sabe que existe um emaranhado de túneis e passagens secretas que
interligam as tumbas. Isso torna Abusir um templo único no Egito.
Segundo os arqueólogos, trata-se possivelmente da chave de um grande
mistério. Os olhos biônicos dos satélites mapearam todos os cemitérios e
templos ao redor de Alexandria. Radares foram introduzidos na terra para
detectar possíveis espaços ocos.
Assim surgiram os indícios da tumba de Cleópatra: moedas com a imagem da
rainha; corpos de sacerdotes em posição fetal, típico dos que cometiam
suicídio logo depois de enterrar seus amos. Era uma forma de manter o
segredo sobre as tumbas, principalmente dos monarcas.
Por fim, veio a descoberta de um cemitério a menos de um quilômetro do
velho templo. No Egito antigo, os cemitérios dos mortais comuns ficavam
sempre próximos da tumba de um rei ou rainha. A doutora Kethlen mostra
as marcas dos pontos que ainda serão escavados, de acordo com a
orientação dos radares. "Em algum lugar aqui embaixo pode estar o que
procuramos", diz ela.
O secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, Zahi
Hawass, acompanha o trabalho dos arqueólogos há mais de 40 anos. Ele diz
que nada, nenhuma descoberta já feita no Egito, se compara a essa que,
na opinião dele, está prestes a acontecer.
"Saber, de fato, como Cleópatra era, com que tesouros foi enterrada,
como viveu e morreu, poder comprovar a história, desmistificar o que é
lenda... Este lugar pode nos dar tudo isso", explica Zahi Hawass.
Mas, em meio à empolgação toda, Hawass para de falar, pensa e faz uma
ressalva: "Por mais que se descubra sua tumba, Cleópatra sempre manterá
ao redor de si uma aura de mistério".
Isso significa que arqueólogos, historiadores ou simples curiosos, todos
vão sempre continuar escavando a imaginação e as areias do Saaara para
tentar desvendar esse mito.


A Bíblia teria autores falsos?
De vez em quando a mídia popular traz à tona assuntos há muito debatidos entre teólogos e historiadores, alguns dos quais já
foram até resolvidos. Agora foi a vez de o site G1 polemizar com a
matéria "Livros bíblicos podem ter autoria falsa", "afirmam
especialistas. A matéria começa assim: "Trito-Isaías? Deutero-Zacarias?
Epístolas Pastorais? A nomenclatura é complicada, mas se refere a um
fato (fato?) simples e, para as sensibilidades modernas, um tanto
embaraçoso: é praticamente certo (não era "fato"?) que os autores
presumidos de uma série de livros bíblicos não sejam bem quem eles dizem
ser. A chamada pseudoepigrafia, ou seja, o uso de uma identidade mais
famosa e antiga para embasar a autoria de um novo texto, é um fenômeno
relativamente comum no Antigo e no Novo Testamento.
Basta dizer que o livro do profeta Isaías provavelmente foi escrito por
três (ou mais) autores (o Isaías histórico, o Deutero-Isaías e o
Trito-Isaías); que cerca de metade das cartas de São Paulo tenham sua
origem colocada sob suspeita por estudiosos atuais (sim, os liberais); e
que nenhuma das chamadas cartas de São Pedro, também no Novo Testamento,
possa ser atribuída a ele com segurança.
Sem entrar em detalhes sobre os pormenores da matéria (muitos volumes já
foram escritos sobre cada aspecto dessa discussão), gostaria apenas de
dizer que foi apenas em 1920 que surgiu a idéia do "trino Isaías" ou
"trito-Isaías", por causa das diferenças no estilo literário. Assim, o
"Proto" abrangeria os capítulos 1 a 39, o "Dêutero" os capítulos 40 a
55 e o "Trino" os capítulos 56 a 66.
A despeito disso, há muitas evidências de unidade no livro de Isaías.
Por exemplo:
1. Deve-se considerar o caráter tradicional. Os judeus nunca colocaram
em cheque a autoria do livro.
2. Uso de expressões próprias (#Santo de Israel# aparece 12 vezes nos
capítulos 1 a 39 e 13 vezes do 40 ao 66. No restante do Antigo
Testamento (AT) aparece apenas seis vezes. O Poderoso de Israel# aparece
em Isaías 1:24 e no #Deutero# 49:26 [#Poderoso de Jacó#]).
3. Semelhança nos estilos
4. Tema geral: salvação do povo de Deus
5. Testemunho de Jesus (Mt 13:14, 15 # Is 6:9; Mt 12:17-19 # Is 42,
"Deutero"). Se houvesse dois Isaías, Jesus mencionaria isso. Mas Ele
menciona Isaías como sendo um único livro.
6. Nos Manuscritos do Mar Morto o livro de Isaías foi descoberto
integralmente, em dois rolos, mas não dividido, como propõem os
defensores dos dois ou três Isaías.
No mais, a matéria do G1 segue o esquema usual nesse tipo de reportagem:
entrevistam poucos especialistas (no caso dessa matéria,
especificamente, ficam apenas com Bart D. Ehrman, quando o assunto é
Novo Testamento), geralmente liberais que duvidam da inspiração do texto
bíblico.
Ehrman gosta de destacar as #contradições# da Bíblia. Lembro-me de ter
lido a respeito disso um tempo atrás e quero apresentar aqui três dessas
supostas contradições que podem, com alguma disposição e boa vontade,
serem harmonizadas.
Segundo o doutor em Teologia Ozeas Caldas Moura, #de vez em quando
aparece algum escritor sensacionalista abordando pretensas contradições
na Bíblia ou questionando aspectos da vida de Cristo e de outros
personagens bíblicos#. E ele explica as três #contradições# de Ehrman:
1. Marcos 15:25 e João 19:14. O texto de Marcos 15:25 diz: "Era a hora
terceira (9 horas) quando o crucificaram"." No grego, está assim: "Era a
hora terceira, e o crucificaram". O problema é que traduziram a
conjunção aditiva kai (e) como um advérbio de tempo quando (o que
complica o entendimento do verso). A explicação para Marcos 15:25 é que
(1) houve um erro do copista (em vez de hora #sexta#, como está em João
19:14, o copista colocou hora #terceira#), ou (2) Marcos está falando
sobre o processo da crucificação como um todo, ou seja, desde que Jesus
apanha dos soldados, carrega a cruz em direção ao Gólgota e é finalmente
cravado nela. Assim, o açoitamento de Jesus, os murros recebidos e a
zombaria sofrida teriam começado por volta da hora #terceira# (9 h da
manhã). Ao meio-dia (hora sexta = 12h), Jesus teve as mãos cravadas na
cruz (conforme o relato de João, que fala desse momento específico e não
de todo o processo).
2. Lucas 2:39 e Mateus 2:19, 22. O texto de Lucas menciona que após o
nascimento de Jesus em Belém, Seus pais O levaram ao Templo, em
Jerusalém. Lá Ele foi circuncidado e, após isso, voltaram para Nazaré.
Lucas omite a fuga para o Egito. Já Mateus fala que antes de Herodes
mandar matar as crianças de Belém, um anjo avisou José e pediu-lhe que
fugisse para o Egito com Maria e o menino Jesus. Olhando
superficialmente o texto de Mateus, parece que tão logo Jesus nasceu,
José e família fugiram para o Egito. Mas não foi assim. Lucas e Mateus
se completam. Foi após a volta para Nazaré que houve a fuga para o Egito
(Herodes talvez pensasse que Jesus ainda estivesse em Belém. Daí ter
mandado matar os meninos dessa cidade #de dois anos para baixo# (Mt2:16).
Dois anos é tempo suficiente para Jesus ter nascido, ter sido
levado ao Templo em Jerusalém para ser circuncidado e Ele e família
terem fugido para o Egito.
3. Gálatas 1:16, 17 e Atos 9:26. Gálatas menciona Paulo dizendo que #nem
subi a Jerusalém, para os que já eram apóstolos# (mas isso tão logo se
converteu, no caminho para Damasco). Já Atos 9:26 fala que Paulo foi a
Jerusalém e #procurou juntar-se com os discípulos#. O texto de Gálatas
1:18 esclarece a questão: #decorridos três anos# (após sua conversão),
Paulo foi a Jerusalém. Portanto, não há contradição entre os textos.

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Arqueologia Bíblica II

Jesus ia à igreja?
O prédio que hoje chamamos de igreja era chamado de templo nos dias de
Jesus. Os evangelhos mostram muitas coisas que aconteceram no templo
durante o ministério do Filho de Deus. Ali o Salvador ensinou as pessoas
a obedecerem ao Pai Celestial e ainda realizou muitas curas à vista de
todos. Certo dia, Jesus foi obrigado a ser duro com os comerciantes que
estavam desrespeitando a casa de Deus. Pegou um chicote e colocou todos
para correr.
Mas Jesus também gostava de ir ao templo para orar e adorar a Deus.
Aquele era realmente um lugar muito bonito. Um imenso pátio recebia
todas as pessoas para a adoração e, diferente de hoje, elas levavam
animais para serem sacrificados. É que antes da morte de Jesus o
cordeirinho morto fazia o povo pensar no sacrifício do Filho de Deus.
Hoje, não precisamos mais sacrificar cordeirinhos; Jesus já morreu e
ressuscitou. Nosso sacrifício é diferente. É um sacrifício do coração.
Nas laterais havia muitas salas com banheiras enormes onde o povo se
banhava para purificar-se antes de pisar no pátio. Ao centro, ficava um
edifício elevado onde só os sacerdotes podiam entrar. Era o santuário.
Ali manifestava-se a presença visível de Deus.
Dentro dele havia duas grandes salas: o lugar santo, onde todos os dias
os sacerdotes realizavam um ritual sagrado; e o lugar santíssimo, onde
apenas o sumo sacerdote entrava uma vez por ano para pedir perdão pelos
pecados de todos. Se alguém entrasse ali de maneira desrespeitosa, era
exterminado na hora pela grandeza da glória de Deus.
Hoje o templo de Jerusalém não existe mais. Ele foi destruído pelo
exército de Roma há muitos anos. Mas temos a igreja. E, além dela, temos
nosso corpo que também é templo do Espírito Santo de Deus.


O irmão de Jesus
Algumas pessoas não gostam nem de passar perto de cemitérios. Não é o que acontece com os arqueólogos! Na verdade, eles
ficam muito contentes quando encontram uma sepultura antiga. Isso porque
pode-se aprender muito com elas.
À semelhança do que acontece hoje, a maioria dos povos da antigüidade
acreditava que a vida continuava depois da morte. Por essa razão, os
mortos eram sepultados com objetos que, supostamente, poderiam ser úteis
na vida futura. Nutria-se, também, grande respeito pelos mortos. Por
isso, as sepulturas eram consideradas invioláveis.
Muito cedo na história, surgiram ladrões especializados em saquear
sepulturas, porque sabiam que nelas podiam encontrar pequenos e grandes
tesouros. Nas escavações arqueológicas, é comum encontrar sepulturas
remexidas, vazias, saqueadas. Contudo, ocasionalmente, para alegria dos
arqueólogos, encontram-se sepulturas intocadas, com os restos mortais e
todos os objetos na exata posição em que foram enterrados, milênios
atrás. Nas ruínas de Israel, por exemplo, encontram-se milhares de vasos
quebrados mas, dentro das sepulturas, é comum encontrar vasos inteiros,
em perfeito estado de conservação.
Às vezes, tesouros de valor incalculável são achados. Em 1922, o
arqueólogo inglês Howard Carter encontrou a sepultura do faraó
Tutankhamon, do mesmo jeito em que foi fechada há quase 3.500 anos! Ela
estava repleta de fantásticos tesouros! Quem visita o Museu do Cairo
pode ver de perto o que os olhos fascinados de Carter viram ao entrar no
túmulo do rei egípcio: sua múmia, sarcófagos, móveis, tronos, camas,
carruagens, cetros, armas, jóias, tudo coberto de ouro.
Em 1974, outro achado surpreendente foi feito por agricultores. Ao cavar
um poço, eles encontraram a sepultura do imperador chinês Qin Shi Huang,
com suas milhares de estátuas, em tamanho natural, de soldados, cavalos
e vários outros animais, enterrados há mais de dois mil anos.
Mais recentemente, uma outra descoberta fantástica veio à luz. Desta
vez, muito provavelmente, graças aos ladrões de cemitério! Em 2002,
André Lemaire, arqueólogo da Universidade de Sorbonne, visitando uma
loja de antiguidades em Israel, encontrou uma urna funerária de origem
desconhecida. Para sua enorme surpresa, a urna trazia a inscrição, em
hebraico antigo: #Tiago, filho de José, irmão de Jesus#.
O Evangelho de Mateus registra a seguinte referência a Jesus: #Não é
este o filho do carpinteiro? Não se chama Sua mãe Maria, e Seus irmãos,
Tiago, José, Simão e Judas?# (Mateus 13:55; cf. Marcos 6:3). Além de
irmão, Tiago era também um dos apóstolos. Paulo refere-se a ele nos
seguintes termos: #Não vi outro dos apóstolos, senão Tiago, o irmão do
Senhor# (Gálatas 1:19).
Cientistas ainda estão estudando esse achado, submetendo-o a análises e
testes diversos. Mas muitos já estão convencidos de que a urna é genuína
e pode mesmo ter sido usada para guardar os restos mortais do apóstolo
Tiago, irmão de Jesus. Se isso se confirmar, essa será a mais antiga
referência a Jesus fora da Bíblia.


Lixo que fala
Se você quisesse saber tudo a respeito de seu novo vizinho, qual seria o melhor meio? Conversar com ele ou... revirar seu
lixo? Bem, pode não ser nada educado, mas analisar o lixo de alguém,
durante algum tempo, pode ser a melhor opção!
No saco de lixo de cada dia você encontraria restos de comida; envelopes
rasgados mostrando o remetente; embalagens de remédios; louças
quebradas; roupas e sapatos velhos; pedaços de papel rabiscado; frascos
vazios; extratos bancários; cartas; contas; e uma infinidade de outras
coisas # até nojentas # mas muito, muito reveladoras!
Com esse lixo, um pouco de inteligência e um bom laboratório, imagine
quanta informação você poderia obter! Você poderia saber quantas pessoas
moram na casa; o sexo e a idade aproximada de cada uma delas; seus
hábitos alimentares; se alguém está doente e de qual doença está
sofrendo; sua condição econômica; o time para o qual torcem; suas
preferências políticas; e até sua religião.
Foi assim que espiões já obtiveram muitas informações importantes no
passado recente. E, de certo modo, é exatamente assim que nós,
arqueólogos, obtemos informações sobre os povos que viveram na
Antiguidade, há milhares e milhares de anos.
Arqueologia é a ciência que busca conhecer o passado estudando os restos
materiais deixados pelas antigas civilizações: ruínas soterradas de
cidades, templos, palácios, casas, sepulturas, utensílios, adornos,
cacos de cerâmica, fossas, cisternas, sementes, ossos, inscrições, etc.
Por isso, a Arqueologia tem sido muito útil para se estudar os lugares,
os povos e as pessoas mencionados na Bíblia. Embora eles tenham existido
num passado bastante remoto, ainda hoje podemos encontrar seu #lixo#,
isto é, seus remanescentes materiais. A Arqueologia, portanto, nos ajuda
a perceber que aquelas pessoas existiram de fato e, ainda mais
importante, nos ajuda a entender seu modo de vida, seus costumes e suas
crenças. Em suma, a Arqueologia é uma importante ferramenta para que
possamos compreender melhor a Bíblia.

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Arqueologia Bíblica III

A Bíblia merece confiança?
De seu primeiro livro (Gênesis) ao último (Apocalipse), a Bíblia é composta de 66 livros escritos por cerca de 40
escritores de formação social, educacional e profissional bem
diversificada. A escrita foi feita num período de 16 séculos; mesmo
assim, o produto final é um livro harmonioso e coerente. Considere isto:
se você escolhesse dez pessoas vivendo ao mesmo tempo na História,
vivendo na mesma área geográfica básica, com os mesmos recursos
educacionais básicos, falando a mesma língua, e pedisse que escrevessem
independentemente sobre o seu conceito pessoal de Deus, o resultado
seria tudo, menos um testemunho unificado. Nada mudaria se lhes pedisse
para escrever sobre o homem, a mulher ou o sofrimento humano, pois está
na natureza dos seres humanos diferir em questões controversas. Todavia,
os escritores bíblicos concordam não só nesses assuntos como em dezenas
de outros. Eles têm completa unidade e harmonia. Só há #uma# história
nas Escrituras do começo ao fim, embora Deus tivesse usado autores
humanos diferentes para registrá-la, escreveram Josh McDowell e Don
Stewart, no livro: "Razões Para os Céticos Considerarem o Cristianismo" .
Além dessa harmonia interna da Bíblia, há muitos achados arqueológicos
que confirmam sua veracidade. Um desses casos está no livro do profeta
Daniel, capítulo 5, onde menciona que o rei de Babilônia, em 539 a.C.,
era Belsazar. Mas a História oficial afirmava que esse homem nem sequer
existira. No entanto, W. H. F. Talbot publicou em 1861 a tradução de uma
oração # escrita em caracteres cuneiformes # oferecida pelo rei
Nabonidus, na qual ele pede aos deuses que abençoem seu filho Belsazar!
Os críticos, então, aceitaram a existência de Belsazar, mas em sua
resistência contra a Palavra de Deus, alguns deles continuaram
insistindo que Belsazar jamais fora identificado como rei, fora da
Bíblia. Até que, em 1924, foi traduzido e publicado o Poema de Nabonidus
(Tablete nº 38.299 do Museu Britânico) por Sidney Smith. Esse documento
histórico oficial atesta que Nabonidus deixou Babilônia e se dirigiu a
Tema, e no trono deixou quem? Belsazar!
Uma vez mais o relato bíblico estava confirmado. Daniel vivia na corte
de Babilônia e estava familiarizado com esse costume de o filho assumir
o cargo do pai, quando este saía em excursões militares. Por mais que
alguns tentem desmerecer a Bíblia, ela tem resistido às críticas e
ajudado muitas pessoas a serem felizes. Você já leu sua Bíblia hoje?


Os meninos arqueólogos
Você sabia que dois dos maiores achados arqueológicos foram encontrados por crianças? É isso mesmo, meninos com menos de 12
anos de idade e que ainda freqüentavam a escola básica.
O primeiro ocorreu em 1880. Na época, a cidade de Jerusalém ainda não
era governada pelos judeus e havia muitos palestinos que moravam dentro
de seus muros (bem mais que nos dias de hoje). Como você já deve ter
visto pelos jornais, os palestinos e judeus sempre brigam pela posse
daquela terra e isso não é nada bom.
Mas, ignorando a estranha guerra dos adultos, havia ali um grupo de
crianças que preferia aproveitar a vida brincando e fazendo amizades a
odiar ou matar seu semelhante. Eles eram pobres e suas mães costumavam
lavar roupas no tanque público de Siloé, que fica na parte sul da
cidade. O tanque também é muito antigo. Suas águas vêm de um túnel de
mais ou menos 540 metros que dá nas fontes de Gihom.
Os garotos gostavam de brincar de #pega-pega# atravessando o túnel, cuja
água dava na cintura. Era muito escuro ali dentro, mas o uso de
lamparinas ajudava a enxergar um pouco o local. Um dia, os meninos
perceberam uma inscrição cheia de lodo e tiveram a idéia de chamar o
professor Conrad Schick, um arqueólogo que estava passando uns dias na
cidade. Quando ele pesquisou a inscrição achada pelos meninos, ficou
surpreso com o que eles haviam descoberto: era um texto da época do rei
Ezequias que contava como o túnel foi construído. A Bíblia também fala
desse túnel (II Crônicas 32:2-4) e o achado dos meninos confirmou a
história contada na Palavra de Deus.
O outro achado aconteceu 67 anos depois, em 1947. Um garoto chamado
Muhammad edh-Dhib era pastor de cabras no deserto de Judá. Um dia ele
saiu à procura de algumas cabras que haviam se perdido. Então se deparou
com uma gruta e, curioso, jogou pedras para ver se os animais estavam lá
dentro. Mas o que ouviu foi o barulho de jarros se quebrando.
Correndo para o acampamento de sua tribo, Muhammad chamou um adulto e o
levou até o local do achado, na esperança de que se tratasse de um
grande tesouro. Eles entraram no local e se surpreenderam ao encontrar
grandes jarros de barro com tampa.
Para sua frustração, o que encontraram nos potes não foram tesouros, mas
imensos rolos de manuscritos envoltos em tecido. Ali estavam os famosos
manuscritos do Mar Morto, as mais antigas cópias da Bíblia de que se tem
notícia. Elas foram escritas dezenas de anos antes mesmo do nascimento de Jesus!
Está vendo como até as crianças ajudam na história dos achados
arqueológicos? Quando você estiver num acampamento ou num passeio com
sua família, preste a atenção em todas as coisas ao redor. De repente,
bem embaixo de seu pé, podem estar os fósseis de um antigo dinossauro
que viveu antes do dilúvio. Boa sorte nas escavações!


Letras sagradas
Numa madrugada, quando Gideão e suas tropas voltavam de uma batalha no vale do Rio Jordão, ele capturou um menino da cidade
inimiga de Sucote e o submeteu a um interrogatório. A Bíblia diz que ele
foi pressionado a revelar importantes informações militares. Então, o
menino #escreveu para Gideão os nomes dos setenta e sete chefes e
líderes de Sucote# (Juízes 8:14).
Isso não seria nada surpreendente se a história tivesse acontecido hoje.
Mas isso foi há mais de três mil anos e o garoto sabia escrever! Esse
episódio indica que, já naquela época, muitas pessoas liam e escreviam.
Os arqueólogos que trabalham no Oriente Médio têm encontrado milhares de
inscrições antigas.
Que instrumentos o menino teria usado? Uma caneta esferográfica e um
caderno espiral? Nada disso. Em cada região usava-se um material, uma
língua e uma escrita diferentes. Na Mesopotâmia, região onde se
encontravam as famosas cidades de Nínive, Babilônia e Ur # e onde,
provavelmente, a escrita foi inventada e as pessoas escreviam em
tabuinhas de argila ainda mole, utilizando um estilete como caneta.
Quando a redação terminava, esses tabletes de barro eram queimados no
fogo para endurecer. Milhares desses tabletes, que incluíam cartas,
listas de mercadorias, contratos, exercícios escolares e bibliotecas
inteiras, têm sido encontrados pela Arqueologia.
No Egito, as pessoas preferiam usar o papiro, uma planta que crescia
abundantemente às margens do rio Nilo, com a qual se fazia uma espécie
de papel. Milhares de folhas e rolos de papiros com esse tipo de escrita
foram encontrados dentro de sarcófagos, sepulturas, templos e palácios
descobertos no Egito.
Os povos da Palestina, inclusive os judeus, por serem pastores de
ovelhas e cabras, usavam o pergaminho, que era feito com o couro desses
animais. A própria Bíblia, em grande parte, foi escrita em rolos de
pergaminho. Eles são mencionados em vários textos, como o de Salmo 40:7:
#Eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito.
Portanto, quando a Bíblia foi produzida, a escrita já estava bastante
desenvolvida, aperfeiçoada e difundida. Muitas pessoas, em todas as
partes, sabiam ler e escrever. Assim, podiam mais facilmente trocar
idéias com outras pessoas; podiam aprender muitas coisas sobre outros
povos e sobre o mundo; podiam, acima de tudo, ler a Bíblia e, como disse
o apóstolo Paulo, #desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem
tornar-te sábio para a salvação# (II Timóteo 3:15). De fato, se não
cultivamos a habilidade de ler, perdemos a oportunidade de experimentar
muita coisa boa!

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Arqueologia Bíblica IV

A riqueza de Herodes
A Bíblia menciona vários reis da Judéia que tinham o nome de Herodes. Na verdade, trata-se de vários herdeiros de
sangue real que tomavam esse nome por uma questão de monarquia, como
ocorria com os vários césares que Roma teve.
Quando Jesus nasceu, o Herodes que comandava Jerusalém era um homem
perverso e tremendamente político. Usando falcatruas e artimanhas, ele
conseguiu acordos na corte romana e firmou-se no poder. Adorava
construir prédios e parecia ser bom nisso. Ele completou o templo,
ampliou os muros de Jerusalém e inaugurou teatros e hipódromos. Aliás,
um dos anfiteatros que ele construiu foi restaurado recentemente e até
hoje serve de palco para shows realizados em Jerusalém. Até cantores
brasileiros já se apresentaram lá!
Mergulhado em investimentos imobiliários, Herodes tornou-se muito rico.
Pesquisas arqueológicas revelaram que sua renda anual ultrapassava 13
milhões de denários, uma quantidade que hoje equivaleria a mais de 1,6
milhão de dólares (mais de 3 milhões de reais).
Mas a riqueza da família Herodes não vinha apenas do mercado
imobiliário. Ele faturava muito dinheiro com os pesados impostos que
impunha ao povo. Por exemplo, cada agricultor tinha que devolver 1/4 do
que colhia para os cofres do governo; o comerciante tinha que pagar 1/3
sobre os grãos que vendia e 1/2 sobre as frutas. Era dinheiro que não acabava mais.
Nada disso, porém, trouxe paz à família real que vivia às voltas com
assassinatos entre parentes, adultérios, ganância e louca busca pelo
poder. Hoje, acredite se quiser, o túmulo da família de Herodes # que
fica numa praça de Jerusalém # teve que ser lacrado pela prefeitura,
pois acabou se tornando depósito de lixo e ponto de encontro para
delinqüentes e traficantes de drogas.
Como é triste verificar pessoas sofrendo da síndrome de Herodes. Pensam
que o dinheiro e a glória deste mundo podem garantir a verdadeira paz.
Esquecem-se, no entanto, de que Cristo é o único que pode conceder a
felicidade eterna e que, sem Ele, nada valerá a pena.


O mordomo do Rei Joaquim
Para conseguir viver, precisamos uns dos outros. Por isso, em todas as sociedades, as pessoas se organizam, de modo que cada
indivíduo desempenhe uma função útil para o grupo. Uns assumem a
responsabilidade de produzir alimentos, outros constroem abrigos, outros
cuidam da segurança, e assim por diante. Para que tudo funcione direito,
é necessário que haja também pessoas responsáveis pela coordenação de
todas essas inúmeras atividades. Essas pessoas são as que chamamos de
#líderes#, uma das mais importantes funções. Por isso, as pessoas que
escolhemos como líderes deveriam ser as melhores. Contudo, isso nem
sempre acontece. Às vezes, infelizmente, o líder é uma das piores pessoas.
Quando Joaquim completou 18 anos, foi escolhido para ser o rei de
Israel, em lugar do pai, Jeoaquim. A Bíblia diz que ele #fez o que era
mau perante o Senhor# (II Crônicas 36:9). Reis e homens poderosos, mesmo
que sejam maus e corruptos, sempre atraem seguidores # alguns incautos,
outros inescrupulosos; pessoas que fazem de tudo para estar perto dos
poderosos tentando obter alguma vantagem pessoal.
Com Joaquim não foi diferente: ele tinha seguidores. Escavações
arqueológicas em Beth-shemesh e em Tell Beit Mirsim, Israel, encontraram
três alças de vasos de barro impressas com um selo que dizia: #Pertence
a Eliaquim, mordomo de Joaquim#.
Esse tipo de #selo# era comum na Antiguidade. Eles se pareciam mais com
carimbos, feitos de metal ou pedra. Quando os vasos de barro estavam
ainda frescos, antes de serem endurecidos pelo fogo, usava-se o selo
para imprimir uma marca em sua superfície. Essa marca geralmente trazia
o nome do rei ou de alguém importante. Era uma maneira de identificar os
utensílios que pertenciam ao palácio, ao templo, ou a alguma família
rica. Por outro lado, freqüentemente, era também uma expressão de poder e de vaidade.
A vaidade, porém, é efêmera. O reinado de Joaquim durou apenas três
meses e dez dias. No ano 597 a.C, os exércitos de Nabucodonosor
invadiram Israel e levaram Joaquim preso para Babilônia, juntamente #com
os mais preciosos utensílios da casa do Senhor# (II Crônicas 36:9 e 10).
Devem ter levado o ouro, a prata, as pedras preciosas. Para trás ficaram
apenas os vasos de barro com seus selos, testemunhas da veracidade
histórica da Bíblia e de um curtíssimo e infeliz reinado.


A Cidade de Davi
Muitas descobertas arqueológicas têm sido feitas por mero acaso, durante a realização de obras públicas.
Recentemente, em Jaffa (antiga Jope), por exemplo, quando a cidade
reformava uma de suas avenidas, foram encontradas ruínas dos tempos dos
Cruzados. A reforma está agora parada, enquanto os arqueólogos escavam e
documentam o que foi achado. Curiosamente, obras públicas que não foram
feitas também têm propiciado importantes descobertas arqueológicas. É o
que está acontecendo hoje em Jerusalém.
Conta-se que, no começo do Século 16, o sultão Suleiman teve um sonho
que o deixou grandemente impressionado. Ele viu os muros de Jerusalém
caídos e sentiu-se chamado a reerguê-los, sob risco, se não o fizesse,
de ser queimado no inferno! Supersticioso como era, o sultão não quis
correr riscos e, sem jamais ter ido a Jerusalém, ordenou que seus muros
fossem reconstruídos. As obras começaram em 1537 e foram concluídas em
1541 (portanto, pouco tempo depois do descobrimento do Brasil). Quem
visita Israel pode, ainda hoje, ver esses imponentes muros e seus
majestosos portais circundando a velha Jerusalém.
Uma parte da cidade, porém, ficou do lado de fora dos muros! Talvez
tenha sido por erro dos arquitetos ou, talvez, por ganância, pois,
fazendo um muro menor, sobraria algum dinheiro para eles. O fato é que,
irado com isso, o sultão ordenou a morte dos construtores.
Mas, se Suleiman não gostou da história, os arqueólogos, hoje, estão
gostando muito! Isso porque eles estão descobrindo coisas muito
importantes do lado de fora que, se estivessem dentro dos muros, não
poderiam ser escavadas. Afinal, Jerusalém é uma cidade sagrada para
várias religiões e, além disso, é toda ocupada. Mesmo sabendo que a
cidade certamente se assenta sobre tesouros históricos de valor
incalculável, é quase impossível escavar dentro dos muros.
E, sabe o que os engenheiros do sultão deixaram do lado de fora dos
muros? Justamente a área onde o rei Davi construíra seu palácio!
A Bíblia diz que #habitou Davi na fortaleza e lhe chamou a Cidade de Davi;
foi edificando em redor, desde Milo e para dentro.... Hirão, rei de
Tiro, enviou mensageiros a Davi, e madeira de cedro, e carpinteiros, e
pedreiros, que edificaram uma casa a Davi# (II Samuel 5:9 e 11). Essa
área, atualmente, está sendo escavada pelos arqueólogos. Estamos
ansiosos para saber o que eles descobrirão ali!


As cisternas de Jeremias
A placa, escrita em hebraico e inglês, alertava #PERIGO#. Dei uma olhada em minhas botas, com solado espesso e
antiderrapante, cobrindo até o tornozelo, e em minhas grossas calças
jeans. Meus pés e pernas estavam bem protegidos. Resolvi, então, entrar
no grande buraco que havia dentro das ruínas de Tel Arad. Eu estava
curioso demais para dar muita atenção à placa.
Arad é uma antiga fortaleza, mencionada algumas vezes na Bíblia. Ela foi
construída, provavelmente, pelo rei Salomão e utilizada por todos os
seus sucessores. Sua localização era importante para proteger a
fronteira do sul de Israel, mas tinha um grave inconveniente: ficava num
lugar extremamente árido, nas bordas do deserto do Negev. Água, ali, era uma raridade.
Por isso, os habitantes fizeram o que era muito comum naquela época.
Cavaram um imenso buraco no chão, uma cisterna, para guardar a água do
breve período de chuvas e, assim, poderem sobreviver no prolongado
período de seca. As cisternas precisavam, naturalmente, ser cavadas na
rocha pura, onde não houvesse rachaduras ou porosidade. Caso contrário,
a água vazaria totalmente.
Era numa dessas cisternas que eu estava entrando; um poço de boca bem
grande, de uns 4 metros de largura por 3 metros de profundidade. Quando
cheguei no fundo, observei que ele não terminava ali, mas continuava
horizontalmente, por baixo da fortaleza, como se fosse um longo túnel,
escuro, talvez de uns 20 metros de comprimento. Felizmente, estava vazio
e seco. Mas estava muito mal cheiroso, cheio de moscas e alguns
morcegos.
Lembrei-me imediatamente do fiel e corajoso profeta Jeremias. Foi numa
cisterna como essa, em Jerusalém, que seus inimigos o jogaram. Ela
também estava vazia, mas cheia de lama, e Jeremias ficou atolado, sem
poder escapar (Jeremias 38:6). Eles fizeram isso porque não queriam mais
ouvi-lo falar sobre as terríveis conseqüências que ocorreriam por causa
da maldade do povo. Em um desses seus sermões, Jeremias disse: #Ficai
estupefatos, diz o Senhor. Porque dois males cometeu o Meu povo: a Mim
Me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas
rôtas, que não retêm as águas# (Jeremias 2:12 e 13).

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