15 maio 2009

O APÓSTOLO PAULO (II) - SEU MINISTÉRIO

Paulo começou, na sinagoga de Damasco, a dar testemunho de sua fé
recém-encontrada. O tema de sua mensagem concernente a Jesus era:
"Este é o Filho de Deus" (At 9:20). Mas Paulo tinha de aprender amargas
lições antes que pudesse apresentar-se como líder cristão confiável
e eficiente. Descobriu que as pessoas não se esquecem com
facilidade; os erros do homem podem persegui-lo por um longo tempo,
mesmo depois que ele os tenha abandonado. Muitos dos discípulos
suspeitavam de Paulo, e seus ex-companheiros de perseguições o odiavam.
Ele pregou por breve tempo em Damasco, foi-se para a Arábia e depois
voltou para Damasco.
A segunda tentativa de Paulo de pregar em Damasco igualmente não
teve bom resultado. Um ano ou dois haviam decorridos desde a sua
conversão, mas os judeus se lembravam de como ele havia desertado de
sua primeira missão em Damasco. O ódio contra ele inflamou-se de
novo e "deliberaram entre si tirar-lhe a vida" (At 9:23).
A dramática história da fuga de Paulo por sobre a muralha, num cesto,

Os dias de preparação de Paulo não estavam terminados. O relato que
ele faz aos gálatas continua, dizendo: "Decorridos três anos, então
subi a Jerusalém. . ." (G l 1:18). Ali ele encontrou a mesma hostil
recepção que teve em Damasco. Uma vez mais foi obrigado a fugir.
Paulo desapareceu por alguns anos. Esses anos que ele passou
escondido deram-lhe convicções amadurecidas e estatura espiritual de
que ele necessitaria em seu ministério.
Em Antioquia, os gentios estavam sendo convertidos a Cristo.
A Igreja em Jerusalém teve de decidir como cuidar desses novos
crentes. Foi então que Barnabé se lembrou de Paulo e se dirigiu a
Tarso à sua procura (At 11:25). Barnabé já tinha sido instrumento na
apresentação de Paulo em Jerusalém, num esforço por afastar suspeitas
contra ele.
A esses dois homens foi confiada a tarefa de levar socorro à Judéia
onde os seguidores de Jesus estavam passando fome. Quando Barnabé e
Paulo voltaram a Antioquia, missão cumprida, trouxeram consigo o
jovem João, apelidado Marcos, sobrinho de Barnabé (At 12:25).

As Viagens Missionárias:
A jovem e florescente igreja de Antioquia resolve enviar a Barnabé e
a Paulo como missionários. O primeiro porto de escala na primeira
viagem missionária foi Salamina, na ilha de Chipre, terra natal de
Barnabé. Este fato, juntamente com a freqüente apresentação que a
Bíblia faz desses missionários como "Barnabé e Saulo" indica que
Paulo desempenhava papel secundário. Esta era a viagem de Ba rna bé;
Paulo exercia o segundo posto de comando, e os dois tinham "João
[Marcos] como auxiliar" (At 13:5).
O êxito de seus esforços missionários nessa ilha incentivaram Paulo
e seus parceiros a avançar para território mais difícil. Fizeram uma
viagem mais longa por mar, desta vez até Perge, já em terras
continentais da Ásia Menor. Dali Paulo pretendia viajar pelo
interior numa missão perigosa até à Antioquia da Pisídia.
Mas, exatamente neste ponto, aconteceu algo que causou muita dor de
cabeça aos três. O ajudante, João Marcos, "apartando-se deles,
voltou para Jerusalém" (At 13:13), onde morava. A Bíblia não nos
diz por quê, embora seja natural conjeturar que lhe faltaram coragem
e confiança. A súbita mudança dos planos de Marcos causaria, mais
tarde, conflito entre Paulo e Barnabé.
Em Antioquia, Paulo tornou-se o porta-voz e criou-se um padrão
conhecido de todos. Alguns criam em sua mensagem e se regozijavam;
outros a rejeitavam e provocavam oposição. Aconteceu pela primeira
vez em Antioquia, depois em Icônio. Em Listra ele foi apedrejado e
dado por morto(At 14:19), mas sobreviveu e pôde prosseguir até à
cidade de Derbe.
A visita de Paulo e Barnabé a Derbe completou a sua primeira
viagem. Logo Paulo resolveu percorrer de novo a difícil rota sobre a
qual ele tinha vindo, a fim de fortalecer, encorajar e organizar os
grupos cristãos que ele e Barnabé haviam estabelecido.
Nisto discernimos o plano de Paulo de estabelecer congregações nas
principais cidades do Império. Ele não deixava seus convertidos
desorganizados e sem liderança capaz, mas, pelo mesmo motivo, não
permanecia muito tempo num só lugar.
Os judeus muitas vezes faziam convertidos entre os gentios, mas
estes eram mantidos numa posição de "segunda classe". A não ser que
estivessem preparados para submeter-se à circuncisão e aceitar a
interpretação da Lei segundo os fariseus, eles permaneciam à margem
da congregação judaica. Mesmo que chegassem a esse ponto, o fato de
não terem nascido judeus ainda os barrava de usufruir completa
comunhão.
Assim, qual seria a relação dos convertidos gentios com a comunidade
cristã? Paulo e Barnabé viajaram a Jerusalém a fim de conferenciar
com os dirigentes ali a respeito desse problema fundamental.
Em Jerusalém, Paulo expôs as suas convicções e saiu vencedor.
A descrição da controvérsia que o próprio Paulo apresenta aos gálatas
declara que lhe estenderam "a destra de comunhão" e igualmente a
Barnabé. Os dirigentes da igreja concordaram em que "nós fôssemos
para os gentios" (Gl 2:9).
Após a conferência de Jerusalém, Paulo e Barnabé "demoraram-se em
Antioquia, ensinando e pregando,.. . a palavra do Senhor" (Atos
15:35). Aqui, dois incidentes causaram severas tensões às relações
de trabalho de Paulo com Pedro e Barnabé:
O primeiro desses incidentes surgiu dos mesmos problemas que
provocaram a conferência de Jerusalém. A conferência havia liberado
os gentios do regulamento judaico da circuncisão. Contudo, não havia
decidido se os cristãos de origem judaica poderiam comer com os
convertidos gentios. Pedro tomou posição ao lado de Paulo nessa
praxe, o que envolvia relaxar os regulamentos dos judeus com vistas
a alimentos. Na realidade, Pedro deu o exemplo comendo com gentios.
Mais tarde, porém, ele "afastou-se e, por fim, veio a apartar-se"
(Gl 2:12), e Barnabé se deixou levar "pela dissimulação deles" (v. 13).
Paulo, considerando esses atos como nova ameaça à sua missão entre
os gentios, recorreu a uma medida drástica. "Resisti-lhe [a Pedro]
face a face, porque se tornara repreensível" (Gálatas 2:11). Ele fez
isso "na presença de todos" (v. 14). Em outras palavras, ele
recorreu à censura pública.
Esse incidente ajuda-nos a entender o segundo, que Lucas registra em
Atos 15:36-40. Barnabé desejava que o jovem Marcos os acompanhasse
na segunda viagem missionária; Paulo opôs-se à idéia. E a narrativa
diz que "houve entre eles tal desavença que vieram a separar-se" (v. 39).
Não sabemos se Paulo e Barnabé voltaram a encontrar-se. Eles
concordaram em discordar" e empreenderam viagens, cada um para seu
lado". Sem dúvida o evangelho foi desse modo promovido mais do que se
tivessem permanecido juntos.
Então "Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu. . . E passou pela
Síria e Cilícia, confirmando as igrejas" (Atos 15:40, 41). Depois de
nova visita a Derbe, o último ponto visitado na primeira viagem,
Paulo e seu grupo prosseguiram até Listra para ver seus convertidos
nesta cidade. Aqui Paulo encontrou um jovem cristão chamado Timóteo
(Atos 16:1), e viu nele um substituto potencial para Marcos.
O que aconteceu aqui redimiu Paulo de qualquer acusação de não se
mostrar disposto a depositar confiança em homens mais moços do que
ele. Em 1 Tm 1:2 dirigiu-se ao jovem Timóteo "verdadeiro filho", e
na segunda epístola fala dele como "amado filho" (2 Tm 1:2). Na
segunda epístola lemos também: "pela recordação que guardo da tua
fé, a mesma que primeiramente habitou em tua avó Lóide, e em tua mãe
Eunice, e estou certo de que também em ti" (2 Tm 1:5). Esta
referência pode significar que a família de Timóteo fôra ganha para
Cristo por Paulo e Barnabé na sua primeira viagem. Por certo, quando
Paulo voltou, ele quis que Timóteo "fosse em sua companhia" (At 16:3).
Este mesmo versículo acrescenta que Paulo "circuncidou-o por causa
dos judeus". Era esta atitude coerente com o julgamento anterior de
Paulo sobre Pedro? Ou se devia ao fato de ter ele aprendido a não
criar problemas desnecessários? De qualquer modo, uma vez que
Timóteo era meio-judeu, esta decisão evitaria problemas muitas
vezes. Paulo sabia como lutar por um principio e como ceder por
conveniência quando não estava em jogo nenhum princípio. Paulo
sustentava que a circuncisão não era necessária à salvação (cf.
Gálatas), mas estava pronto para circuncidar um judeu cristão como uma
questão de conveniência.
Quando o grupo de evangelistas (dirigido de algum modo não
especificado pelo Espírito Santo — At 16:6-8) chegou a Trôade e se
pôs a contemplar o outro lado da estreita península, deve ter
ponderado sobre a perspectiva de avançar sua campanha ao continente
europeu. A decisão foi tomada quando "à noite, sobreveio a Paulo uma
visão, na qual um varão macedônio estava em pé e lhe rogava, dizendo:
Passa à Macedônia e ajuda-nos" (At 16:9). A resposta de Paulo foi
imediata. O grupo navegou para a Europa. Muitos escritores têm sugerido
que esse "varão macedônio" pode ter sido o médico Lucas. De qualquer
maneira, parece que neste ponto ele entrou no drama de viagem,
porque agora ele começa a referir-se aos missionários como "nós".
A viagem continuou ao longo da grande estrada romana que corre para
o Ocidente através das principais cidades da Macedônia — desde Filipos
até Tessalônica, e de Tessalônica a Beréia. Durante três
semanas, Paulo falou na sinagoga de Tessalônica; depois foi para
Atenas, centro da erudição grega, e cidade onde dominava a idolatria
(At 17:16). Incansável, ele partiu para Corinto.
Sua primeira e grande missão no mundo gentio estendeu-se por quase
três anos. Depois ele voltou a Antioquia.
Após uma curta permanência em Antioquia, Paulo partiu em sua
terceira viagem missionária no ano 52 d.C. Desta vez suas primeiras
paradas foram na Galácia e na Frígia. Depois de visitar as igrejas em
Derbe, Listra, Icônio e Antioquia, ele resolveu fazer algum trabalho
missionário intensivo em Éfeso, a capital da província romana da
Ásia. Estrategicamente localizada para comércio, era superada
somente por Roma, Alexandria e Antioquia em tamanho e importância.
Como resultado dos trabalhos de Paulo ali, ela tornou-se a terceira
mais importante cidade na história do Cristianismo primitivo.
Jerusalém, Antioquia, depois Éfeso.
Paulo chegou a Éfeso para empreender o que provou ser as mais
extensas e exitosas de suas atividades missionárias em qualquer
localidade. Mas esses anos lhe foram estrênuos. Visto que ele
sustentava a si próprio trabalhando em sua profissão, seus dias eram
longos. Seguindo o costume dos trabalhadores de um clima tão
quente, ele levantava-se antes de raiar o dia e começava a trabalhar. As
horas da tarde ele as empregava no ensino e pregação, e é provável que
também o fazia ao cair da noite. Isto ele fez "diariamente" durante "dois
anos". Em sua própria descrição desses trabalhos, Paulo acrescenta que
ele não só ensinava em público, mas "também de casa em casa" (At20:20).
"Teve êxito — muito bom êxito. Somos informados de "milagres
extraordinários" (At 19:11) ocorridos durante esses dias agitados em
Éfeso. A nova fé causou tal impacto sobre a cidade que "muitos dos
que haviam praticado artes mágicas, "reunindo os seus livros, os
queimaram diante de todos" (At 19:19). Isso suscitou o ódio dos
adoradores pagãos, temerosos de que os cristãos solapassem a
influência de sua religião.
Depois de três invernos em Éfeso, Paulo passou o seguinte em
Corinto, em concordância com a promessa e a esperança expressas em
1Co 16:5-7. Ali Paulo fez outros preparativos para uma visita a Roma.
Escreveu uma carta, dizendo aos cristãos de Roma: "Muito desejo
ver-vos, . . . muitas vezes me propus ir ter convosco" (Rm 1:11,13),
"e "penso em fazê-lo quando em viagem para a Espanha" (Rm 15:24).
Paulo ignorou as advertências sobre os perigos que o ameaçavam se
ele aparecesse de novo em Jerusalém. Ele achava que era decisivo
voltar em pessoa, como portador da oferta das congregações gentias.
Ele estava "pronto não só para ser preso, mas até para morrer em
Jerusalém, pelo nome do Senhor Jesus" (At 21:13). De modo que Paulo
foi de novo a Jerusalém, e Lucas escreve que "os irmãos nos
receberam com alegria" (At 21:17). Mas espreitando nas sombras estava
uma comissão de recepção com intenções diferentes.

*Leia mais-->

O APÓSTOLO PAULO(III) - PRESO E JULGADO

Os cristãos de Jerusalém ficaram felizes ao ouvir o relatório de
Paulo sobre a divulgação da fé cristã. Contudo, alguns cristãos
judeus duvidaram da sinceridade de Paulo. Para mostrar seu respeito
pela tradição judaica, Paulo juntou-se a quatro homens que cumpriam
um voto de nazireu no templo. Alguns judeus da Ásia agarraram Paulo
e falsamente o acusaram de introduzir gentios no templo (At
21:27-29). O tribuno da guarnição romana levou Paulo em custódia
para impedir um levante. Ao saber que Paulo era cidadão romano, o
tribuno retirou-lhe as cadeias e pediu aos judeus que convocassem o
Sinédrio para interrogá-lo.
Paulo percebeu que a multidão enfurecida poderia matá-lo. Assim, ele
disse ao Sinédrio que fôra preso por ser fariseu e crer na
ressurreição dos mortos. Esta afirmação dividiu o Sinédrio em suas
facções de fariseus e saduceus, e o comandante romano teve de salvar
Paulo de novo.
Ouvindo dizer que os judeus tramavam uma emboscada contra Paulo, o
comandante enviou-o de noite a Cesaréia, onde ficou guardado no
palácio de Herodes. Paulo passou dois anos preso aí.
Quando os acusadores de Paulo chegaram, acusaram-no de haver tentado
profanar o templo e de ter criado uma revolta civil em Jerusalém (At
24:1-9). Félix, procurador romano, exigiu mais provas do tribuno em
Jerusalém. Mas antes que estas chegassem, Félix foi substituído por
um novo procurador, Pórcio Festo. Este novo oficial pediu aos acusadores
de Paulo que viessem de novo a Cesaréia. Ao chegarem, Paulo fez
valer os seus direitos como cidadão romano de apresentar seu caso
perante César.
Enquanto aguardava o navio para Roma, Paulo teve oportunidáde de
defender a sua causa perante o rei Agripa II que visitava Festo.
O capítulo 26 de Atos registra o discurso de Paulo no qual ele contou
de novo os eventos de sua vida até aquele ponto.
Festo entregou Paulo aos cuidados de um centurião chamado Júlio, que
estava levando um navio carregado de prisioneiros para a cidade
imperial. Após uma viagem acidentada, o navio naufragou na ilha de
Malta. Três meses depois, Paulo e os demais prisioneiros tomaram
outro navio para Roma.
Os cristãos de Roma viajaram quase cinqüenta quilômetros para dar as
boas-vindas a Paulo (At 28:15). Em Roma Paulo foi posto sob prisão
domiciliar, e em At 28:30 lemos que ele alugou uma casa por dois anos,
enquanto aguardava que Cézar ouvisse o seu caso.
O Novo Testamento não nos fala da morte de Paulo. Muitos estudiosos
modernos crêem que César libertou o apóstolo, e que ele empenhou-se
em mais trabalho missionário antes de ser preso pela segunda vez e
executado.
Dois livros escritos antes do ano 200 d.C. — a Primeira Epístola de
Clemente e os Atos de Paulo — asseveram que isso aconteceu. Indicam
que Paulo foi decapitado em Roma perto do fim do reinado do
imperador Nero (c. 67 d.C.).

A personalidade do Apóstolo:
As epístolas de Paulo são o espelho de sua alma. Revelam seus
motivos íntimos, suas mais profundas paixões, suas convicções
fundamentais. Sem a sobrevivência das cartas de Paulo, ele seria
para nós uma figura vaga, confusa.
Paulo estava mais interessado nas pessoas e no que lhes acontecia do
que em formalidades literárias. A medida que lemos os escritos de
Paulo, notamos que suas palavras podem vir aos borbotões, como no
primeiro capítulo da carta aos Gálatas. As vezes ele irrompe
abruptamente para mergulhar numa nova linha de pensamento. Em alguns
pontos ele toma um longo fôlego e dita uma sentença quase sem fim.
Temos em 2 Co 10:10 uma pista de como as epístolas de Paulo eram
recebidas e consideradas. Mesmo seus inimigos e críticos reconheciam o
impacto do que ele tinha para dizer, pois sabemos que comentavam:
"As cartas, com efeito, dizem, são graves e fortes".. (2 Co 10:10).
Líderes fortes, como Paulo, tendem a atrair ou repelir os que eles
buscam influenciar. Paulo tinha tanto seguidores devotados quanto
inimigos figadais. Como conseqüência, seus contemporâneos mantinham
opiniões variadíssimas a seu respeito.
Os mais antigos escritos de Paulo antedata a maioria dos quatro
Evangelhos. Refletem-no como um homem de coragem (2 Co 2:3), de
integridade e elevados motivos (vv. 4-5), de humildade (v. 6), e de
benignidade (v. 7).
Paulo sabia diferençar entre sua própria opinião e o "mandamento do
Senhor" (1 Co 7:25). Era humilde bastante para dizer "se­gundo minha
opinião" sobre alguns assuntos (1 Co 7:40). Ele estava bem cônscio
da urgência de sua comissão (1 Co 9:16-17), e do fato de não estar
fora do perigo de ser "desqualificado" por sucumbir à tentação (1Co
9.27). Ele se recorda com pesar de que outrora perseguia a Igreja de
Deus (1Co 15.9).
Leia o capítulo 16 da carta aos Romanos com especial atenção à
atitude generosa de Paulo para com os seus colaboradores. Ele era um
homem que amava e prezava as pessoas e tinha em alto apreço a
comunhão dos crentes. Na carta aos Colossenses vemos quão afetivo e
amistoso Paulo poderia ser, mesmo com cristãos com os quais ainda
não se havia encontrado. "Gostaria, pois, que saibais, quão grande
luta venho mantendo por vós. . . e por quantos não me viram face a
face", escreve ele (Cl 2:1).
Na carta aos Colossenses lemos também a respeito de um homem chamado
Onésimo, escravo fugitivo (Cl 4:9; Fm 10), que evidentemente havia
acrescentado ao furto o crime de abandonar o seu dono, Filemom.
Agora Paulo o havia conquistado para a fé cristã e o persuadira de
voltar ao seu senhor. Mas conhecendo a severidade
do castigo imposto aos escravos fugitivos, o apóstolo desejava
convencer a Filemom a tratar Onésimo como irmão. Aqui vemos Paulo, o
reconciliador. E tudo isso ele fez a favor de um homem que estava no
degrau mais baixo da escada da sociedade romana. Contraste essa
atitude com o comportamento do jovem Saulo guardando as vestes dos
apedrejadores de Estevão. Observe quão profundamente Paulo havia
mudado em sua atitude para com as pessoas.
Nesses escritos vemos Paulo como amigo generoso, afetivo, um homem
de grande fé e coragem— mesmo em face de circunstâncias
extremas. Ele estava totalmente comprometido com Cristo, quer na
vida, quer na morte. Seu testemunho é profundamente firmado nas
realidades espirituais: "Tanto sei estar humilhado, como também ser
honrado; de tudo e em todas as circunstâncias já tenho experiência,
tanto de fartura, como de fome; assim de abundância, como de
escassez; tudo posso naquele que me fortalece" (Fp 4:12-13).

(os três estudos acima foram extraídos do site "vivos" - www.vivos.com.br)

*Leia mais-->

11 maio 2009

Quero ser feliz de novo

Eu assumo, sou um saudosista, sim senhor!
Como é possível não sentir saudade vivendo nos dias de hoje?
Excetoando-se a democracia(que embora ainda engatinhe em nosso país), é
melhor do que vivemos no passado com o "poder aquartelado", no mais,
vivemos em um verdadeiro caos sócio-cultural.
Veja, nesse texto de Arnaldo Jabor uma demonstração explicita desse
sentimento, quase banalizado, chamado saudade.


"Fui criado com princípios morais comuns:
Quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos,
eram autoridades dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos
ou mais velhos, mais afeto. Inimaginável responder de forma mal educada
aos mais velhos, professores ou autoridades, confiávamos nos adultos!
Porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do
bairro, ou da cidade. Tínhamos medo apenas do escuro, dos sapos, dos
filmes de terror. Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo aquilo que
perdemos. Por tudo o que meus netos um dia enfrentarão.
Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos".
Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos
honestos. Não levar vantagem em tudo significa ser idiota. Pagar dívidas
em dia é ser tonto. Anistia para corruptos e sonegadores… O que
aconteceu conosco? Professores maltratados nas salas de aula,
comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e
portas. Que valores são esses? Automóveis que valem mais que abraços,
filhas querendo uma cirurgia como presente por passar de ano. Celulares
nas mochilas de crianças mal saídas das fraldas. O que vais querer em troca de um abraço?
A diversão vale mais que um diploma. Uma tela gigante vale mais que uma
boa conversa. Mais vale uma maquiagem que um sorvete. Mais vale parecer
do que ser. Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo?
"Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar as flores!
Quero me sentar na varanda e dormir com a porta aberta nas noites de
verão! Quero a honestidade como motivo de orgulho. Quero a vergonha na
cara e a solidariedade. Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o
olhar olho no olho. Quero a esperança, a alegria, a confiança! Quero
calar a boca de quem diz: -temos que estar ao nível de... ao falar de
uma pessoa. Abaixo o "TER", viva o "SER". E viva o retorno da verdadeira
vida, simples como a chuva, limpa como um céu de primavera, leve como a
brisa da manhã!
E definitivamente bela, como cada amanhecer. Quero ter de volta o meu
mundo simples e comum. Onde existam amor, solidariedade e fraternidade
como bases". Vamos voltar a ser "gente". Construir um mundo melhor, mais
justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas. Utopia? Quem sabe?!
Precisamos tentar! Quem sabe comecemos a caminhar transmitindo essa mensagem.
"Nossos filhos merecem e nossos netos certamente nos agradecerão!".
Arnaldo Jabor

*Leia mais-->

09 maio 2009

DIA DAS MÃES

Nesse dia dedicado às mães, quero, através desse texto, homenagear a
todas as mães e, a cada uma de maneira especial, por serem a maior
expressão de amor , que cada um de nós já pôde experimentar na vida.
Recebam o nosso beijo mais sincero e respeitoso.
Deus seja sempre contigo, mamãe, onde você estiver.


O FILHO PREFERIDO

Certa vez perguntaram a uma mãe qual era seu filho preferido, aquele que
ela mais amava. E ela, deixando entrever um sorriso, respondeu: "nada é
mais volúvel que um coração de mãe.

E, como mãe, lhe respondo: o filho dileto é aquele a quem me dedico de
corpo e alma,
É o meu filho doente, até que sare.

ÉO que saiu, até que volte.

O que está cansado, até que descanse.

O que está com fome, até que se alimente.

O que está com sede, até que beba.

O que está estudando, até que aprenda.

O que está nu, até que se vista.

O que não trabalha, até que se empregue.

O que namora, até que se case.

O que casa, até que conviva.

O que é pai, até que os crie.

O que prometeu, até que se cumpra.

O que deve, até que pague.

O que chora, até que cale.

E já com o semblante bem distante daquele sorriso, completou:
o que já partiu para sempre, até que o reencontre.

*Leia mais-->

ÍNDICE - MARCADORES

 

Os comentários feitos por visitantes, não são de responsabilidade do autor, Use o conteúdo deste "blog" livremente, O direito autoral é do Céu. Lembre-se, naturalmente, de citar a fonte. Copyright 2009 All Rights Reserved. Site desenvolvido e mantido por Diego Dlins

Clicky Web Analytics BlogBlogs.Com.Br diHITT - Notícias