26 novembro 2010

Carta ao inquilino

Prezado morador,
Gostaríamos de informar que o contrato de aluguel que acordamos há
bilhões de anos está vencendo. Precisamos renová-lo, porém temos que
acertar alguns pontos fundamentais:
Você precisa pagar a conta de energia. Está muito alta! Como você gasta
tanto?
Antes eu fornecia água em abundância, hoje não disponho mais desta
quantidade. Precisamos renegociar o uso.
Por que alguns na casa comem o suficiente e outros estão morrendo de
fome, se o quintal é tão grande? Se cuidar bem da terra, vai ter
alimento para todos!
Você cortou as árvores que dão sombra, ar e equilíbrio. O sol está muito
quente e o calor aumentou. Você precisa replantá-las!
Todos os bichos e as plantas do imenso jardim devem ser cuidados e
preservados. Procurei alguns animais, e não os encontrei. Sei que quando
aluguei a casa, eles existiam...
Precisam verificar que cores estranhas estão no céu! Não vejo o azul!
Por falar em lixo, que sujeira, hein! Encontrei objetos estranhos pelo
caminho! Isopor, pneus, plásticos...
Não vi os peixes que moram nos rios e lagos. Vocês pescaram todos? Onde
estão?
Bom, é hora de conversarmos. Preciso saber se você ainda quer morar
aqui. Em caso afirmativo, o que você pode fazer para cumprir o contrato?
Gostaria de você sempre comigo, mas tudo tem um limite. Você pode mudar?
Aguardo respostas e atitudes.

Sua casa – a Terra.

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O Ecumenismo

<*Ecumenismo, uma utopia (sem lugar) à procura de um topos (lugar)*
O Dicionário Michaelis da Língua Portuguesa define o verbete "ecumenismo"
como sendo (1) movimento universal de união das Igrejas Evangélicas
(protestantes). (2) O mesmo movimento estendido a todas as igrejas cristãs,
abrangendo o protestantismo, catolicismo e os diversos ritos orientais (vem
do grego *oikoumenismós*).
A palavra é composta de duas expressões gregas *hoikós* = casa / *koumene *=comum. Assim, ecumenismo nasce da utopia de que todos os seres humanos
possam "habitar uma casa comum", ou seja, compartilhar a mesma fé e
esperança espirituais. De fato, tal ideal jamais poderia ser vivenciado,
quer seja porque há uma gama muito grande de diferenças entre as culturas, e
a espiritualidade é expressão dos contornos culturais de um povo; quer seja
porque há uma natureza fragmentária nos movimentos concretos de
espiritualidade. Ao invés de caminharmos na direção da unidade, o que se
verifica na experiência religiosa é que por menor que seja um grupo, ele
tende a se dividir. São os irrefreáveis efeitos da vaidade e do orgulho, do
narcisismo que só nos permite ver como convenientes e adequadas as
manifestações intelectuais e confessionais que se assemelham às desposadas
por nós e por nosso gueto. Como disse Caetano "narciso acha feio tudo que
não é espelho".
O máximo que temos identificado é o que Francis Schaeffer chamou nos anos 70
de "cobeligerância", a capacidade de pessoas que crêem em realidades
diferentes se juntarem, momentaneamente, para lutarem contra um inimigo
comum, como a legalização do aborto ou a proibição de cultos em espaços
públicos. Este tipo de experiência não fala de identidade interna entre os
grupos, mas de uma luta (*beligere*) feita em parceria (*co*). Para isso nem
precisam ser grupos religiosos, visto que um sindicato de metalúrgicos e uma
igreja batista podem, simultaneamente, combater a presença de traficantes em
uma escola pública local. Ecumenismo é muito mais do que cobeligerância, mas
inclui este conceito.
A pergunta que se mantém no ar é a seguinte: seria o ecumenismo uma proposta
de fato conveniente para aqueles que professam fé em Jesus de Nazaré? Como
ponto de partida, convém lembrar que o desejo de unidade entre seus
discípulos é parte essencial da oração sacerdotal de Jesus, registrada no
capítulo 17 do Evangelho de João. Vejamos a expressão literal dele no
versículo 21, na qual diz que ora "para que todos sejam um, como tu, ó Pai,
o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo
creia que tu me enviaste." Sim, Jesus desejava que a unidade de seus
discípulos fosse um sinal visível de sua ligação com ele e com o Pai. Logo,
há no Mestre o desejo de que aqueles que crêem nele andem juntos, sirvam uns
aos outros, encarnem neste mundo caído e tenebroso "seu corpo e seu sangue".
Penso que todos os que seguem a Jesus têm esta comissão, a de andarem
juntos. Contudo, nossas diferenças doutrinárias falam mais alto que a oração
de Cristo. Uns são pela predestinação, outros pelo livre-arbítrio; uns são
sabatistas, outros guardam o domingo; uns são imersionistas, outros
aspersionistas; uns acreditam no batismo com o Espírito Santo como uma
segunda benção, outras acham que ele se dá na hora da conversão... as
diferenças são tantas que cansaríamos de enumerá-las, mas será que alguma
destas coisas é mais importante do que o desejo do Rabino da Galiléia de que
andássemos juntos? Será que até questões mais sérias, do ponto de vista
teológico, tais como crer na Doutrina da Trindade ou na suficiência da
graça, seriam motivos para não andarmos lado-a-lado na proclamação das
Boas-Novas?
A minha impressão é que o fracasso do ecumenismo está diretamente ligado ao
egocentrismo e individualismo que grassam em nosso tempo. Mesmo quando eu
olho para as religiões consideradas pagãs, vejo que há na abordagem cristã
em relação às mesmas, uma impiedade muito maior do que a que foi ensinada no
Novo Testamento. Por exemplo, Paulo quando foi evangelizar em Atenas, tomou
como ponto de partida de sua pregação um elemento do panteão grego, "o altar
ao deus desconhecido". E diz que é justamente este que ele vinha anunciar.
Claro que "o deus desconhecido" não era Jesus, era uma figura que se
inserira na tradição ritual e litúrgica grega em uma conjuntura histórica
local, mas Paulo achou que este elemento pagão poderia ser um link
interessante para a proclamação que tinha para fazer. Quantos de nós
teríamos o mesmo tino e coragem missiológica hoje?
Mas o zelo pela verdade do Evangelho não deve ser negligenciado. Não é
possível que admitamos que "todo caminho dá na venda", que toda forma de
espiritualidade leva a Deus. A verdade é que muitas formas de
espiritualidade nos afastam do Deus vivo e verdadeiro, revelado por Cristo
Jesus e trazido até nós, por obra do Espírito Santo, através dos relatos
canônicos. Algumas das mais perigosas destas espiritualidades desviantes
estão justamente entre as comunidades protestantes, cito como exemplo a
Teologia da Prosperidade e o Fundamentalismo Presbiteriano, ambas filhas do
materialismo e da arrogância da cultura norte-americana.
Creio que devemos nos limitar, de modo radical, ao que foi ensinado pelo
próprio Jesus, e isto feito de modo simples e claro. Aquilo que não foi
anunciado por Jesus não é essencial. Aquilo que ele deixou de afirmar como
caminho de salvação é, por isso mesmo, periférico. Tudo quanto eu elenquei
acima, como pontos de bifurcação da fé cristã não aparecem no ensino direto
do Salvador nos quatro evangelhos, e podem ser desposados por este ou por
aquele grupo cristão, sem qualquer prejuízo para a unidade maior peticionada
pelo Encarnado.
O que seria, então, essencial e inegociável? Sugiro sete verdades: fé na
eficiência do sacrifício expiatório de Cristo, realizado de uma vez por
todas na cruz do Calvário; consciência do amor e cuidado do Pai por todas as
criaturas (por exemplo: pelos lírios do campo, pelos passarinhos e por todos
os homens); decorrente desta consciência, a libertação de toda forma de medo
ou de ansiedade, que escravizam e retiram a capacidade de vivermos
confiantes e agradecidos no presente; ciência de nossa incapacidade de
exercer qualquer tipo de julgamento sobre os nossos irmãos, uma vez que
somos seres "travados" (com uma trave nos olhos); exigência do perdão às
ofensas de nossos irmãos contra nós, como *conditio sene qua nom* para que
fruamos o perdão do Pai em nosso favor; renúncia a toda forma de
espiritualidade "para inglês ver", de vida espiritual performática, mas um
retorno à alcova da intimidade com Deus, exclusivamente sob seus olhos;
disposição radical de nos desapegarmos de tudo que sirva de empecilho para
que sejamos porta-vozes da "reconciliação realizada", essência suprema da
Boa-Nova cristã.
Todo ser humano que seja capaz de afirmar estas sete verdades será por mim
chamado de "Meu Irmão!". Todo aquele que, por uma questão de consciência ou
de fé, não for capaz de subscrevê-las é "pródigo", que sendo filho não se
deixa amar como tal, mas que nem por isso deixa de sê-lo. A ele eu quero
procurar e buscar, para dizer-lhe que o Pai não está com raiva dele, que, em
verdade ele o ama e perdoa, que o quer em sua companhia. E quando, segundo a
operação do Consolador, alguém crer no amor e se voltar para Ele, eu quero
dançar no eterno baile dos arrependidos, para o qual eu sou continuamente
convidado.
Alguém lendo esse modesto rol de verdades da fé poderá dizer: assim é fácil
demais! Ao que eu responderia: É não! O problema nunca foi saber o que Jesus
ensinou, mas o que nós temos a dizer sobre o que Jesus ensinou. São nossas
interpretações autojustificativas que nos separam. É a água que pomos no
vinho para que se torne mais palatável, que faz do Evangelho uma sangria,
que nem é boa como o vinho, nem refrescante como a água. E assim caminha a
humanidade... explicando para complicar, expondo para encobrir e anunciando
para que ninguém conheça.
Devo confessar que não sou tão ecumênico como gostaria de ser. Parece-me que
o ecumenismo radical exige um alto grau de indiferença em relação àquilo que
crê e professa o outro. Eu não sou assim. Tenho em mim, ainda, uma fagulha
apologética que me faz indignar, não contra budistas, islâmicos e hindus,
mas contra aqueles que usando o nome de Jesus, fazem dele um déspota ou uma
marketeiro de bens de consumo; um irmão-mais-velho que se queda indiferente,
e até mesmo contente, pelo fato de ser agora o único a gozar (sem gozar) da
comunhão com o Pai.
Foi ele quem nos chamou de volta à casa do Pai, nossa casa comum; que nos
foi preparar lugar; que com um azorrague depôs do trono o usurpador
legalista e perpetuamente irado que os fariseus haviam entronizado como Deus
e fez no lugar-santo se assentar o "Pai Nosso que está nos céus".
------------------------------
Martorelli Dantas
* Bacharel e mestre em Teologia e Direito. Doutorando em Filosofia do
Direito pela Universidade Federal de Pernambuco. Professor de Introdução ao
Estudo do Direito e de Direito Constitucional na Universo (Recife) e na
Faculdade Metropolitana (Jaboatão dos Guararapes – PE). Mentor da Estação da
Zona Sul do Recife do Caminho da Graça.
--
no Um Canto Qualquer<http://martorellid.blogspot.com/2010/07/ecumenismo-uma-utopia-sem-lugar-procura.html>
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Vivência Comunitária

A vivência comunitária é, penso eu, o item mais
visível nas narrativas do Novo Testamento. Antes de qualquer tipo de
organização, os da fé, sempre se encontravam. A partir da escolha dos
doze, o Senhor, validou o encontro e a caminhada comunitária dos irmãos
que iam se tornando amigos, a medida que conviviam e se repartiam uns
com os outros.
Foi no ambiente da comunidade, a partir de dois ou três irmãos, que a
história da nossa fé se desenrolou. Neste contexto comunitário que todo
tipo de milagre aconteceu e foi testemunhado pelos irmãos e amigos que
se reuniam. Toda expressão de fé passava de um modo ou de outro pelo
caminho da comunidade, pois, era o ponto de partida e o ponto de
chegada.
Quando afirmamos que Jesus é nosso ponto de partida e de chegada,
afirmamos também que, a comunidade dEle, que Ele mesmo, denominou de
Corpo dEle, é para os da fé, este lugar. Quando os irmãos e amigos se
encontram, se reúnem, comem e bebem juntos, oram, meditam no evangelho,
servem-se uns aos outros, experimentam o milagre da comun-unidade.
Este milagre se traduz no encorajamento comum, na edificação comum, no
serviço comum, na relação mais intima com o Pai Eterno a partir da
intimidade com os irmãos e amigos. Portanto, antes de se organizar, se
instituir, a comunidade é este lugar. Lugar de cura e re-significação da
existência humana. Digo isto pra afirmar que é tempo de fazer valer a
comunidade, o encontro, a reunião e abandonar todas as inquietações
provocadas por sistemas que nada tem a ver com comunidade.
Encorajo você a encontrar um grupo de irmãos e amigos, que se encontram
e se reúnem em amor e graça. De preferência que seja um encontro
simples, singelo, informal, afetuoso, instrutivo e com uma boa dose de
bom humor. Gente que vive na terra. Gente que busca continuar humano.
Gente que prioriza e valoriza pequenos gestos de generosidade uns para
com os outros.
Encontre um grupo de pessoas livres, que se encontram e se reúnem porque
querem. Chegam e vão sem constrangimentos. Se você encontrar um grupo
assim, fique com eles. Não os cobre de nada e nem se deixa cobrar de
nada. Convivam, comunguem, repartam-se, doem-se, curem-se, e contribua
pra que o maior número possível de pessoas saiba que há grupos assim
espalhados por ai.
Chega de discussões inócuas, tolas e vazias sobre coisas, sistemas,
doutrinas, modelos, moveres, unções e toda esta periferia que Paulo
chamou de rudimentos.
Carlos Bregantim
http://intricissitudes.blogspot.com/2010/06/vivencia-comunitaria.html
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28 outubro 2010

A vontade de Deus

Obviamente a vontade de Deus é de Deus.
Sim! A vontade Dele é Dele; e de mais ninguém.
Jesus disse que comia a vontade do Pai, que se alimentava dela.
Ora, se eu tenho muitas vontades e se as exerço de modo pessoal e
incompartilhável, que não dizer da vontade de Deus?
"Quem conheceu a mente do Senhor?"
*Além disso, o que me separa de Deus em todos os sentidos possíveis é
infinitamente mais do que o que separa de um organismo mono-celular.*
Assim, Deus se revela às amebas como as amebas podem processar.
Ora, o mesmo Deus faz com os homens!
O problema é o surto humano. Sim! O homem crê que é "capaz de entender
Deus", e,
sobretudo, de dizer aos outros humanos qual seja a vontade de Deus para o
outro.
A vontade de Deus é uma só: que nos amemos uns aos outros!
Deus não tem planos profissionais para ninguém. Nem de qualquer outra
natureza tópica. O plano de Deus, não importando onde eu esteja, é que eu
ame e pratique o amor. O resto é insignificante!
É o que Paulo diz quando afirma: "... ainda que eu..." fale línguas de
homens e anjos, ou profetize, ou saiba todas as ciências e adquira todas as
sabedorias, ou me entregue às praticas de martírio ou de entrega social de
todas as minhas produções aos demais homens necessitados, mas, "se não tiver
amor, nada me aproveitará"; e mais: nada será vontade de Deus.
Paulo nunca discutiu nada disso. Sabia fazer tendas. Mas era chamado para
pregar. Por isso, tendo dinheiro para entregar-se apenas à pregação, assim
fazia. Mas se não tinha, então, fazia tendas, e, pregava nas horas
possíveis.
Ou seja:
Paulo tratava tudo com simplicidade, pois, a vontade de Deus era amor, e,
amor, cabe em qualquer oficina de tendas.
As pessoas perguntam, referindo-se aos detalhes da vida, como se eu ou
qualquer outro ser ameba humano pudéssemos responder: Qual é a vontade de
Deus para a minha vida?
Ora, eu posso responder, mas a resposta que tenho a dar não satisfaz as
pessoas que querem saber a vontade de Deus como um guia afetivo e
profissional das jornadas na Terra.
Então, não sei!... Afinal, nessas coisas, à semelhança de Paulo, apenas uso
o bom senso para decidir, e nunca o faço como quem consulta um "guia de
jornada", mas apenas como uma decisão de agora, da circunstancia do existir;
e isto, sempre, apenas conforme o espírito do Evangelho, que é amor.
*A vontade de Deus são os Seus mandamentos, embora Jesus tenha nos dito que
até os mandamentos, sem que sejam vividos em amor, são desagradáveis a Deus;
pois, sem amor, todo mandamento não passa de presunção e arrogância.*
*A vontade de Deus é amor, alegria, paz, bondade, longanimidade, mansidão e
domínio próprio!*
Se você faz isso entregando o lixo, operando na mais rica clinica de
neurocirurgia, ou se o faz pregando como um ensinador da Palavra, não
importa; pois, a única coisa que importa para Deus é se você vive ou não o
amor como o mandamento de seu ser.
O que Deus quer de mim? Onde quer que eu trabalhe? Com quer que eu case?
Ora, Jesus não respondeu tais perguntas a ninguém!
Quando Pedro quis saber... Jesus apenas disse: "*Que te importa? Quanto a
ti, vem e segue-me*".
*Quanto mais a pessoa se dispõe a andar em amor e fé, sem buscar mais nada,
tanto mais ela encontrará uma sintonia fina com Deus e com a vida, e, assim,
sem que ela sinta, irá sendo posta no leito do rio de sua própria vida.*
É claro que Deus tem a vontade que diz "não". Mas essa é a não-vontade de
Deus. É o que Deus não quer, pois, é o que Deus não é.
Deus não é mentira, nem engano, nem ódio, nem cobiça, nem traição, não
injustiça, nem maldade, nem indiferença, nem descrença, nem altivez, nem
orgulho, nem arrogância, nem vaidade, nem medo e nem frieza de ser.
Assim, a tais coisas Deus diz "não", mas não como quem diz a Sua vontade,
mas apenas aquilo que não é vontade Dele.
Portanto, a vontade de Deus não é "não", mas "sim", embora a maioria apenas
pense na vontade de Deus como negação.
Ou seja:
Para tais pessoas Deus é Aquele que diz "Não".
A proporção, todavia, continua idêntica à que foi estabelecida no Éden.
Pode-se comer de tudo, e, apenas diz-se não a uma coisa: inventar a nossa
vontade contra essa única coisa à qual Deus disse "não".
*Todas as árvores do Jardim são comestíveis, mas, continuamos discutindo a
única arvore proibida, tamanha é a nossa fixação na transgressão como
obsessão na vida.**
*
Entretanto, a vontade de Deus é sim, e, para aqueles que desejam fazer a
vontade de Deus, e não apenas discuti-la, Deus revela Sua vontade como fé e
amor, e, nos diz que se assim vivermos provaremos tudo o que é bom, perfeito
e agradável, não porque a vida deixe de doer, mas apenas porque o pagamento
do amor transcende a toda dor.
A vontade de Deus é que eu desista das coisas de menino nesta vida e abrace
as coisas de um homem segundo Deus.
Agora, se você vai trocar de casa, de carro, de mulher, de emprego, de
cidade, de país, de nome — sinceramente, é melhor consultar um bruxo, uma
feiticeira ou um profeta que aceite pagamento para contar tal historinha.
Você pergunta a Jesus:
*Senhor, qual é a Tua vontade para mim?*
Ele responde:
*É a mesma para todos os homens. Sim! Que você ame e pratique o amor, pois,
sem amor, nada será vontade de Deus para você, ainda que você distribua
todos os seus bens aos pobres e entregue o seu corpo para ser queimado em
martírio de dignidade pela consciência e pela liberdade.*
Dá pra entender ou é difícil demais?
Que tal a gente parar de brincar de vontade de Deus? Vamos?
Chega; não é gente?

Nele, que é a vontade de Deus para o homem,

Caio Fábio

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