11 maio 2009

Quero ser feliz de novo

Eu assumo, sou um saudosista, sim senhor!
Como é possível não sentir saudade vivendo nos dias de hoje?
Excetoando-se a democracia(que embora ainda engatinhe em nosso país), é
melhor do que vivemos no passado com o "poder aquartelado", no mais,
vivemos em um verdadeiro caos sócio-cultural.
Veja, nesse texto de Arnaldo Jabor uma demonstração explicita desse
sentimento, quase banalizado, chamado saudade.


"Fui criado com princípios morais comuns:
Quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos,
eram autoridades dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos
ou mais velhos, mais afeto. Inimaginável responder de forma mal educada
aos mais velhos, professores ou autoridades, confiávamos nos adultos!
Porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do
bairro, ou da cidade. Tínhamos medo apenas do escuro, dos sapos, dos
filmes de terror. Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo aquilo que
perdemos. Por tudo o que meus netos um dia enfrentarão.
Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos".
Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos
honestos. Não levar vantagem em tudo significa ser idiota. Pagar dívidas
em dia é ser tonto. Anistia para corruptos e sonegadores… O que
aconteceu conosco? Professores maltratados nas salas de aula,
comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e
portas. Que valores são esses? Automóveis que valem mais que abraços,
filhas querendo uma cirurgia como presente por passar de ano. Celulares
nas mochilas de crianças mal saídas das fraldas. O que vais querer em troca de um abraço?
A diversão vale mais que um diploma. Uma tela gigante vale mais que uma
boa conversa. Mais vale uma maquiagem que um sorvete. Mais vale parecer
do que ser. Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo?
"Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar as flores!
Quero me sentar na varanda e dormir com a porta aberta nas noites de
verão! Quero a honestidade como motivo de orgulho. Quero a vergonha na
cara e a solidariedade. Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o
olhar olho no olho. Quero a esperança, a alegria, a confiança! Quero
calar a boca de quem diz: -temos que estar ao nível de... ao falar de
uma pessoa. Abaixo o "TER", viva o "SER". E viva o retorno da verdadeira
vida, simples como a chuva, limpa como um céu de primavera, leve como a
brisa da manhã!
E definitivamente bela, como cada amanhecer. Quero ter de volta o meu
mundo simples e comum. Onde existam amor, solidariedade e fraternidade
como bases". Vamos voltar a ser "gente". Construir um mundo melhor, mais
justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas. Utopia? Quem sabe?!
Precisamos tentar! Quem sabe comecemos a caminhar transmitindo essa mensagem.
"Nossos filhos merecem e nossos netos certamente nos agradecerão!".
Arnaldo Jabor

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09 maio 2009

DIA DAS MÃES

Nesse dia dedicado às mães, quero, através desse texto, homenagear a
todas as mães e, a cada uma de maneira especial, por serem a maior
expressão de amor , que cada um de nós já pôde experimentar na vida.
Recebam o nosso beijo mais sincero e respeitoso.
Deus seja sempre contigo, mamãe, onde você estiver.


O FILHO PREFERIDO

Certa vez perguntaram a uma mãe qual era seu filho preferido, aquele que
ela mais amava. E ela, deixando entrever um sorriso, respondeu: "nada é
mais volúvel que um coração de mãe.

E, como mãe, lhe respondo: o filho dileto é aquele a quem me dedico de
corpo e alma,
É o meu filho doente, até que sare.

ÉO que saiu, até que volte.

O que está cansado, até que descanse.

O que está com fome, até que se alimente.

O que está com sede, até que beba.

O que está estudando, até que aprenda.

O que está nu, até que se vista.

O que não trabalha, até que se empregue.

O que namora, até que se case.

O que casa, até que conviva.

O que é pai, até que os crie.

O que prometeu, até que se cumpra.

O que deve, até que pague.

O que chora, até que cale.

E já com o semblante bem distante daquele sorriso, completou:
o que já partiu para sempre, até que o reencontre.

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08 maio 2009

Semana das mães

A CARTA

A velha dobrou as pernas como se dobrasse os séculos. Ela sofria doença
do chão, mais e de mais se deixando nos caídos. Amparava-se em poeiras,
seria para se acostumar à cova, na subfície do mundo?
- Me leia a carta. Me entregava o papel amarrotado, dobrado em mil
sujidades. Era a Carta de seu filho, Ele partira de
farda, cabelo no zero. A carta, ele a enviara havia anos.
Sempre era a mesma, já eu a conhecia de memória,
letra por letra.
- Outra vez, mamãe?
- Sim, maistravez.
Sentei o papel sob os olhos, fingi acarinhar o desenho das letras. Quase
nem se viam, suadas que estavam. Dormiam sob o lenço de mamãe, desde
que chegara a guerra. Essas letras cheiram a pólvora, me angustiam
o coração. Era o dito da velha mãe. Agora, passados os tempos, aquele papel
era a única prova do seu Pedro. Parecia que só pelo escrito,
sempre mais desbotado, seu filho estava presente. Nas
primeiras vezes eu até fazia à leitura, traduzindo a
autêntica versão do pequeno soldado. Eram letras incertinhas,
pareciam crianças saindo da formatura. Juntavam-se ali mais erros que
palavras. O recheio nem era maior que o formato. Porque naquela escrita
não havia nem linha de ternura. O soldado aprendera a guerra
desaprendendo o amor??? Em Pedro, morrera o filho para nascer o
guerreiro? Nas primeiras leituras, meu coração muito se apertava em
inventadas dedicatórias aquela mãe. Enquanto lia, eu espreitava o
rosto da idosa senhora, tentando escutar uma ruga de tristeza.
Nada. A velha mãe se imovia, como se tivesse saudade da morte. Seus
olhos não mencionavam nenhuma dor. Eu tentava um alivio, desculpar o
menino que não pôde resistir à farda. Nem se entristeça, mamãe,
Também, da maneira como carregaram esse menino para a tropa!
Sem camisa, sem mala, sem notícia. Atirado para os fundos do camião como
se faz às encomendas sem endereço.
- Entenda, mamãe.
Mas ela já dormia, deitada em antiquíssima sombra. Ou mentia que Dormia,
debruçada na varanda da alma? Fingia, a velha mãe. Como o rio, num açude, se
disfarça de lagoa. Depois, ela regressava às pálpebras, me apressava.
- Continua. Por que paraste?
Já não restava nada que ler. Era só o gorduroso papel e uma despedida Sem
nenhum beijo. Pode a carta de um saudoso filho terminar assim: "unidade,
trabalho, vigilancia"? Mas a velha mãe insistia com firmeza. Eu que lesse,
toda a gente sabe, as letras igualam as estrelas mesmo poucas são
infinitas. Eu que lhe fosse paciente, pobre mãe, sem nenhuma escola. Foi
então que passei a alongar aquela carta, amolecendo as reais
palavras. Inventava. Em cada leitura, uma nova carta surgia da
velha missiva. E o Pedro, em minha imaginação, ganhava os
infindos modos de ser filho, homem com méritos para permanecer
menino. Mamãe escutava num embalo, houvessem em minha voz ondas
de um sepultado mar. Ela embarcava de visita a seu filho, tudo se
passando na bondade de uma mentira.
Até que um dia, me trouxeram notícia. Pedro perdera, para
sempre, a existencia. Ele morrera em incógnitos matos,
vitima dos bandos. A mãe nem suspeitava.
Fiquei eu atribuido de lhe entregar a triste
notícia. Esperei. Nesse fim de tardinha, porém, mamãe não
compareceu em minha casa. Assustei-me. Adivinhara ela o destino do
Pedro? Quem conhece os poderes de uma mãe em exercicio de
saudade? Decidi ir ao seu encontro. Parti, ainda restavam manchas do poente.
mamãe cozinhava uns míseros grãos, comia como um passarinho.
- Senta, meu filho, fica servido, não custa dividir pobrezas.
Fui ficando, me compondo de coragem. Como podia eu causar aquele
luto? Comemos. Melhor fingimos comer. Faz conta é uma refeição,
meu filho. Faz conta. Modo que eu vivo, fazendo de conta.
- E agora, diz por que vieste na minha casa?
Olhei o chão, o mundo escapava pelo fundo. Ela venceu o silêncio.
- Me vens ler o meu filho?
Acenei que sim. Aceitei o velho papel mas demorei a começar. Eu queria
acertar os meus gestos, evitando demonstrar alguma tremura.
Finalmente, atravessei a escrita, ao avesso da verdade. Trouxe as
novas do filho, seus consecutivos heroísmos. Ele, o mais bravo,
mais bondoso, mais único. Como sempre, a mãe escutou em
qualificado silêncio. Às vezes, no colorir de um parágrafo, ela
sorria sempre igual, esse meu filho. Eu me parabenizava, cumprida a
missão do fingimento. Me despedi, quase em alívio. Foi então, em
derradeiro relance, que eu vi a velha mãe lançando a carta sobre a
fogueira. Ao meu virar ela disfarçou o gesto. O papel demorou um
instante a ser mastigado pelo fogo. Nesse brevíssimo segundo, eu anotei
a lágrima pingando sobre a esteira. Ela fingiu tirar algo do rosto,
fingiu que metia a carta sob o lenço. Me voltei a despedir, fazendo
de conta que aquele adeus era igual a todos que já lhe dera.

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06 maio 2009

Responder sem ouvir

Respondendo sem ouvir

[] "Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha" (Provérbios 18:13).

Este versículo preciso merece meditação. As lições sugeridas por ele
devem ser do interesse de todos os que querem servir a Deus e ajudar a
humanidade.

Um triste fato
Às vezes, quando duas pessoas estão tentando discutir pontos de vista
opostos, uma delas demonstra grosseria interrompendo a outra
repetidamente. Esta descortesia reflete um problema simples: Há um
desejo maior de replicar a outra pessoa do que ouvir o seu lado da
matéria.
Julgamentos precipitados são feitos com relação a assuntos e problemas
que deveriam ser ponderados e estudados cuidadosamente. É um triste fato
que muitas pessoas sejam ligeiras para tirar conclusões antes de
investigar.
Algumas pessoas são rápidas para falar sobre coisas a respeito das quais
conhecem nada de nada, e a criticar os motivos de outros. Tiago disse,
"Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto
para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar" (Tiago 1:19).
A sabedoria deste caminho deve ser evidente por si mesma.

Por que algumas pessoas respondem antes de ouvir?

Orgulho . Auto-estima desordenada faz com que certos indivíduos sejam
teimosos e persistentes nos seus pontos de vista errados. Elas podem
enganar-se acreditando que estão pensando quando estão apenas
reorganizando seus preconceitos para apoiar seu ego.
Tais pessoas podem orgulhar-se de sua capacidade para formar opinião
sobre um indivíduo ou situação logo de partida. Em sua presunção, elas
supõem que podem tirar as conclusões certas sem examinar os fatos. Mal
percebem que a maioria das primeiras impressões são notavelmente
imprecisas!

Impaciência . Algumas "mentes não conseguem suportar nada que exija
atenção fixada e sustentada por longo tempo. Elas ficam inquietas,
irritadas e agitadas; e estão sempre ansiosas por pegar uma oportunidade
para abreviar o assunto e acabar com ele" (Ralph Wardlaw).
Conhecer toda a verdade é algumas vezes um processo muito tedioso. Não
exige nem tempo nem esforço para saltar a uma conclusão sem aprender o
que se deveria saber antes de chegar a uma determinação em sua própria
mente. Antes de responder a uma matéria, dê-se tempo.

Parcialidade . Uma pessoa que é parcial quanto a um ponto de vista
particular é tentada a pesar os fatos com seu polegar nas balanças!
Algumas não são realmente honestas no manuseio das Escrituras, em
certos pontos. Elas tendem a dobrar e torcer a palavra de Deus para
fazê-la dizer o que desejam ouvir.
Quando duas pessoas estão de mal uma com a outra e alguém pretende
buscar informação para que possam chegar a uma reconciliação está
interessados somente no que apóia sua preferência pessoal. O mediador
precisa ser imparcial, e isto é raramente o caso, a menos que ele
seja igualmente relacionado com ambos os partidos. A parcialidade é uma
barreira ao julgamento justo de diferenças.

Preguiça . O preconceito é o substituto para o pensamento da pessoa
preguiçosa. Ela não quer gastar muito da energia mental necessária para
conhecer a verdade, por isso forma uma opinião que ela defende
fortemente, mas nada há para apoiar seu ponto de vista.
Na religião, alguns se deixarão levar por quaisquer tradições que
herdaram em vez de buscar as Escrituras. "Um mínimo de evidência e um
máximo de preconceito contribuem para formar a fé de muitas pessoas" (W. F. Adeney).

Confiança nos sentimentos . "Não posso prová-lo, mas tenho um
pressentimento," diz alguém. Sentimentos são sentimentos e fatos são
fatos, e o anterior não pode modificar o posterior. Enquanto
repreendemos nossos vizinhos religiosos por seguirem seus sentimentos
contrários àa Bíblia, muitos de nós falamos bastante sobre nossos palpites e
noções nebulosas quando deveríamos nos manter quietos, a menos que
tenhamos evidência sólida.
Alguns cristãos têm fortes opiniões e falam muito alto sobre elas.
Bem-aventurado o homem que pode guardar suas opiniões pessoais
para si mesmo e não tentar impô-las aos outros!

A arte de ouvir
"Um ouvido atento leva direto ao entendimento do coração" (Andrew W. Blackwood, Jr.).

Nenhum caso pode ser decidido corretamente sem a
verdade, e toda a verdade. Devemos estar prontos a ouvir todos os lados
de uma questão.
Procurar os fatos é um exercício muito melhor do que saltar para as
conclusões. Depois do "descobrir os fatos" vem o "encarar os fatos."
A verdade nua pode ser embaraçosa, mas precisamos desenvolver a arte de
ouvir antes de falar. E depois de termos reunido os fatos, tenhamos
coragem para enfrentar a verdade.
Nicodemos disse aos outros fariseus, "Acaso a nossa lei julga um homem,
sem primeiro ouvi-lo e saber o que ele fez?" (João 7:51). Muitos dos
líderes judeus estavam mais interessados em condenar Jesus do que ouvir
o seu caso.
A Bíblia na Linguagem de Hoje traduz este provérbio assim: "
"Quem responde antes de ouvir mostra que é tolo e passa vergonha."

­por Irvin Himmel

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